Antes que alguém venha falar sobre a importância da cesariana para salvar vidas, tanto de bebês quanto de suas mães, esse filme esclarece que, isso, ninguém nega. O que na verdade é questionado, é como uma situação emocional tão intensa como essa, na nossa cultura, acontece de forma tão pouco humana. Além do mais, muitos parecem desconhecer a importância dos atos fisiológicos do ponto de vista relacional: isso também pode causar doenças. O aumento absurdo do índices de doenças mentais e do desenvolvimento em bebês e crianças pequenas deveria nos levar a questionar a maneira que construímos a chegada de pessoas que reivindicarão sua história, o amor e dedicação que deveríamos ter por elas e a educação, nem sempre priorizada. A produção em série, conosco, não tem dado muito certo. Acho que podemos concordar que o nascimento, como lidamos hoje em dia, tem levado em consideração uma noção de "vida" que não inclui as emoções (às vezes nem a voz), nem da mãe, nem do bebê.
Este é um blog para conversarmos sobre dúvidas, sugestões e trocas de experiências no cuidado com bebês e crianças pequenas. Faça sugestões de temas!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Antes que alguém venha falar sobre a importância da cesariana para salvar vidas, tanto de bebês quanto de suas mães, esse filme esclarece que, isso, ninguém nega. O que na verdade é questionado, é como uma situação emocional tão intensa como essa, na nossa cultura, acontece de forma tão pouco humana. Além do mais, muitos parecem desconhecer a importância dos atos fisiológicos do ponto de vista relacional: isso também pode causar doenças. O aumento absurdo do índices de doenças mentais e do desenvolvimento em bebês e crianças pequenas deveria nos levar a questionar a maneira que construímos a chegada de pessoas que reivindicarão sua história, o amor e dedicação que deveríamos ter por elas e a educação, nem sempre priorizada. A produção em série, conosco, não tem dado muito certo. Acho que podemos concordar que o nascimento, como lidamos hoje em dia, tem levado em consideração uma noção de "vida" que não inclui as emoções (às vezes nem a voz), nem da mãe, nem do bebê.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
GNT: MELHOR AMIGO
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RENATA CODEÇO DIAS
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Toda criança tem pai. Toda criança precisa de um pai.
"Toda criança precisa de um pai” é uma frase que frequentemente se ouve, mas há algum fundamento científico que a sustente? Neste documentário, a psicóloga infantil Laverne Antrobus faz uma busca para descobrir por que a relação do pai com seus filhos é tão importante. Ela revela descobertas de pesquisas recentes sobre a ciência da paternidade."
Colocando a palavra "descobertas" a parte, tomo a licença de substituí-la por "perspectivas", e sigo linha indicando o vídeo. Este é um documentário interessante , que traz situações também interessantes. Podemos discutir algumas coisinhas a partir dele, porque toca na questão da "função paterna", tão falada e pouco sustentada hoje em dia.
É consenso entre muitos especialistas que, em nossa cultura, falta pai. Mas do que se trata a "falta da função paterna"?
Ao contrário do que se possa pensar, esses especialistas não partem de fundamentações teóricas, sem vinculação ou vivência prática. Nem todos são assim, e muitos terapeutas e educadores concordam que, a mudança de paradigma contemporâneo, antes estatal e hoje neoliberal, a entrada na mulher no mercado de trabalho (vale dizer, de modo e segundo padrões machistas e masculinos) tornou a voz do pai, sua legitimação, algo extremamente difícil de sustentar. Tanto para o seu representante, qual seja, a figura do pai, quanto para a escola: se antes o olhar paterno já remetia à repressão e ao enquadramento, e se a escola conseguia disciplinar seus alunos, hoje não é mais assim. E ainda bem! No entanto, as coisas podem não estar "liberais" como gostaríamos no sentido da liberdade de pensar, agir, sentir, ser, mas podem estar ainda mais difíceis. Porque, primeiro, que não é verdade que não temos mais repressão; ela está aí, apenas mais escamoteada e mais sedutora que autoritária. Segundo, que a função paterna acabou saindo de um lugar de "castigo" para um lugar de permissividade, abandono , negligência, ausência de contorno. Os pais não sabem, e nem nós sabemos, que lugar eles estão indo, e em muitos casos, eles estão escorregando para um não-lugar: na visão da mulher, ou o pai deve ser "uma mãe", ou ele não é necessário, muito menos desejável. Por outro lado, vemos pais que fazem tudo para não frustrar seus filhos e suas esposas, e o "não" dito em tom alto e agressivo, deu lugar a um "sim", sedutor e subserviente.
Assim como o nosso sistema sócio-econômico, ser "pai" virou um programa de fim de semana, alguém que se compra em um "banco de pais" ou atestado de "banana".
Dessa maneira, nossa questão contemporânea é: qual será, como será, daqui pra frente, a função paterna? Retornar aos tempos do "vovô", lendo jornal e comendo primeiro que todo mundo na mesa, não dá mais. Hoje quem come primeiro, durante e depois é a criança. E qual a consequência disso??
Bom, do ponto de vista de quem lida com várias crianças, de diferentes classes sociais e em diferentes situações, tanto na escola como na clínica, é a mesma: crianças extremamente inseguras, mandonas, hiperativas e hiperestimuladas, intolerantes à qualquer frustração, sem ninguém que as ajude a entrar em contato com a vida e suas limitações, ninguém que medie o contato direto e invasivo das imagens apaixonantes do consumo.
A instituição familiar está mudando, mas temos que aproveitar isso como uma oportunidade de virar o jogo, de recriar nossos caminhos, e não de repetir erros do passado ou procurar acertar demais, impedindo a nós mesmos de vivermos outras histórias.
Neste vídeo que postei aqui, existem, na minha visão, parcial e insuficiente, certas afirmações biologizantes e determinantes, (talvez até preconceituosas) sobre as funções materna e paterna. Mas, por outro lado, achei ele ótimo para pensar como é possível uma função paterna que seja mais reguladora, mais vivida a partir da interação e da diferença inegável entre aqueles que cuidam das crianças, e que com certeza geram nelas modos de relações diferentes.
Talvez possamos pensar na função materna e paterna como duas formas de ludicidade, dois estilos que são sentidos como complementares pela criança: o limite e o acolhimento, o desejo e a frustração, que estão presentes em ambas as figuras. Pensando nas crianças e no que elas dizem, não podemos nos enganar: a criança procurará, sim, representantes: não se trata de funções que podem ser seguidas inteiramente por um ou por outro. O que quero dizer é que toda criança procura um pai, toda criança precisa de um pai, um representante, nem que esse pai seja um amigo da mãe, um pai adotivo, um namorado, uma pessoa que já faleceu ou uma pessoa que não quis conhecê-lo. Toda pessoa procura ( e tem direito) à sua história, para poder transformá-la, reconstruí-la a sua maneira. E,ao contá-la, jamais devemos esquecer de respeitar a criança: se não gostamos do pai dela, isso é problema nosso. Pai é pai, é origem, é parte de um quebra-cabeça que está sempre para ser montado. A mãe que não respeita o pai do seu filho enquanto tal, está falando mal do pai dos outros, e criará um filho com a função paterna desqualificada.Frequentemente, essa criança, para surpresa de muitas, voltam-se contra elas e tornam-se pessoas sem limites.
Ao amadurecer, a criança tomará pé de sua história, criando-a à sua maneira; irá em busca de verdades e mentiras, e vai viver a vida a seu modo. Ela saberá o pai que tem, assim como saberá que pode transformar o mundo, as relações, porque não teme ou foge da realidade da vida.
E toda criança tem pai. Seja lá como ele é, qual fim ou começo que teve, todos nós construímos nossa confiança em nós mesmos pela certeza de que quem nos ajudou a colocar no mundo ( e isso é ainda necessário!!) existiu, para, enfim, ser ultrapassado. Porque uma função que os pais possuem e que são muito positivas às crianças, é quando esse pai se deixa ultrapassar, permite ser odiado ou deixado de lado por alguns momentos do desenvolvimento da criança, sem, portanto, perder sua intensa e capacidade de amar ensinando e ajudando a ir além do que ele mesmo foi. Ajudando a encarar o mundo lá fora, tentando achar meios de acompanhar, estar com, dizer "não"e "sim" na medida da relação, do dia-a-dia, porque paternidade certamente não é nem entretenimento, nem castigo, nem fonte de sermão. O que podemos dizer é que, antes de tudo, é responsablidade.
Os pais e as famílias de hoje possuem a deliciosa tarefa de descobrir, no dia-a-dia com seus filhos, formas transformadoras de exercer essa função em construção. Que essas novos modos de ser possam desconstruir essa idéia de "perfeição", (que todo o pai perfeito é aquele que tudo dá e provê), idéia de que tem jeito certo de ser pai, ou qualquer outra coisa. Ser pai só se é sendo, cada um a seu modo. Se não tem quem exerça a função durante a vida ou algum momento, os pequenos acham: alguém precisará aceitar o desafio, que não pode ter desistência ou ser "modalidade de ensino à distância". No entanto, que não esqueçam de que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, e que a criança "tirana", "esperta" e "cheias de vontades próprias e sem respeito ao outro", é o modelo mais fácil de se comprar na loja do mundo. Sejamos mais criativos!
Colocando a palavra "descobertas" a parte, tomo a licença de substituí-la por "perspectivas", e sigo linha indicando o vídeo. Este é um documentário interessante , que traz situações também interessantes. Podemos discutir algumas coisinhas a partir dele, porque toca na questão da "função paterna", tão falada e pouco sustentada hoje em dia.
É consenso entre muitos especialistas que, em nossa cultura, falta pai. Mas do que se trata a "falta da função paterna"?
Ao contrário do que se possa pensar, esses especialistas não partem de fundamentações teóricas, sem vinculação ou vivência prática. Nem todos são assim, e muitos terapeutas e educadores concordam que, a mudança de paradigma contemporâneo, antes estatal e hoje neoliberal, a entrada na mulher no mercado de trabalho (vale dizer, de modo e segundo padrões machistas e masculinos) tornou a voz do pai, sua legitimação, algo extremamente difícil de sustentar. Tanto para o seu representante, qual seja, a figura do pai, quanto para a escola: se antes o olhar paterno já remetia à repressão e ao enquadramento, e se a escola conseguia disciplinar seus alunos, hoje não é mais assim. E ainda bem! No entanto, as coisas podem não estar "liberais" como gostaríamos no sentido da liberdade de pensar, agir, sentir, ser, mas podem estar ainda mais difíceis. Porque, primeiro, que não é verdade que não temos mais repressão; ela está aí, apenas mais escamoteada e mais sedutora que autoritária. Segundo, que a função paterna acabou saindo de um lugar de "castigo" para um lugar de permissividade, abandono , negligência, ausência de contorno. Os pais não sabem, e nem nós sabemos, que lugar eles estão indo, e em muitos casos, eles estão escorregando para um não-lugar: na visão da mulher, ou o pai deve ser "uma mãe", ou ele não é necessário, muito menos desejável. Por outro lado, vemos pais que fazem tudo para não frustrar seus filhos e suas esposas, e o "não" dito em tom alto e agressivo, deu lugar a um "sim", sedutor e subserviente.
Assim como o nosso sistema sócio-econômico, ser "pai" virou um programa de fim de semana, alguém que se compra em um "banco de pais" ou atestado de "banana".
Dessa maneira, nossa questão contemporânea é: qual será, como será, daqui pra frente, a função paterna? Retornar aos tempos do "vovô", lendo jornal e comendo primeiro que todo mundo na mesa, não dá mais. Hoje quem come primeiro, durante e depois é a criança. E qual a consequência disso??
Bom, do ponto de vista de quem lida com várias crianças, de diferentes classes sociais e em diferentes situações, tanto na escola como na clínica, é a mesma: crianças extremamente inseguras, mandonas, hiperativas e hiperestimuladas, intolerantes à qualquer frustração, sem ninguém que as ajude a entrar em contato com a vida e suas limitações, ninguém que medie o contato direto e invasivo das imagens apaixonantes do consumo.
A instituição familiar está mudando, mas temos que aproveitar isso como uma oportunidade de virar o jogo, de recriar nossos caminhos, e não de repetir erros do passado ou procurar acertar demais, impedindo a nós mesmos de vivermos outras histórias.
Neste vídeo que postei aqui, existem, na minha visão, parcial e insuficiente, certas afirmações biologizantes e determinantes, (talvez até preconceituosas) sobre as funções materna e paterna. Mas, por outro lado, achei ele ótimo para pensar como é possível uma função paterna que seja mais reguladora, mais vivida a partir da interação e da diferença inegável entre aqueles que cuidam das crianças, e que com certeza geram nelas modos de relações diferentes.
Talvez possamos pensar na função materna e paterna como duas formas de ludicidade, dois estilos que são sentidos como complementares pela criança: o limite e o acolhimento, o desejo e a frustração, que estão presentes em ambas as figuras. Pensando nas crianças e no que elas dizem, não podemos nos enganar: a criança procurará, sim, representantes: não se trata de funções que podem ser seguidas inteiramente por um ou por outro. O que quero dizer é que toda criança procura um pai, toda criança precisa de um pai, um representante, nem que esse pai seja um amigo da mãe, um pai adotivo, um namorado, uma pessoa que já faleceu ou uma pessoa que não quis conhecê-lo. Toda pessoa procura ( e tem direito) à sua história, para poder transformá-la, reconstruí-la a sua maneira. E,ao contá-la, jamais devemos esquecer de respeitar a criança: se não gostamos do pai dela, isso é problema nosso. Pai é pai, é origem, é parte de um quebra-cabeça que está sempre para ser montado. A mãe que não respeita o pai do seu filho enquanto tal, está falando mal do pai dos outros, e criará um filho com a função paterna desqualificada.Frequentemente, essa criança, para surpresa de muitas, voltam-se contra elas e tornam-se pessoas sem limites.
Ao amadurecer, a criança tomará pé de sua história, criando-a à sua maneira; irá em busca de verdades e mentiras, e vai viver a vida a seu modo. Ela saberá o pai que tem, assim como saberá que pode transformar o mundo, as relações, porque não teme ou foge da realidade da vida.
E toda criança tem pai. Seja lá como ele é, qual fim ou começo que teve, todos nós construímos nossa confiança em nós mesmos pela certeza de que quem nos ajudou a colocar no mundo ( e isso é ainda necessário!!) existiu, para, enfim, ser ultrapassado. Porque uma função que os pais possuem e que são muito positivas às crianças, é quando esse pai se deixa ultrapassar, permite ser odiado ou deixado de lado por alguns momentos do desenvolvimento da criança, sem, portanto, perder sua intensa e capacidade de amar ensinando e ajudando a ir além do que ele mesmo foi. Ajudando a encarar o mundo lá fora, tentando achar meios de acompanhar, estar com, dizer "não"e "sim" na medida da relação, do dia-a-dia, porque paternidade certamente não é nem entretenimento, nem castigo, nem fonte de sermão. O que podemos dizer é que, antes de tudo, é responsablidade.
Os pais e as famílias de hoje possuem a deliciosa tarefa de descobrir, no dia-a-dia com seus filhos, formas transformadoras de exercer essa função em construção. Que essas novos modos de ser possam desconstruir essa idéia de "perfeição", (que todo o pai perfeito é aquele que tudo dá e provê), idéia de que tem jeito certo de ser pai, ou qualquer outra coisa. Ser pai só se é sendo, cada um a seu modo. Se não tem quem exerça a função durante a vida ou algum momento, os pequenos acham: alguém precisará aceitar o desafio, que não pode ter desistência ou ser "modalidade de ensino à distância". No entanto, que não esqueçam de que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, e que a criança "tirana", "esperta" e "cheias de vontades próprias e sem respeito ao outro", é o modelo mais fácil de se comprar na loja do mundo. Sejamos mais criativos!
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
MAIS DE 3000 ACESSOS!!!!!!
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domingo, 31 de julho de 2011
Por todas as "formiguinhas" de todos os tempos
A paixão e a criação do vínculos, os conflitos, a frustração e a perda dizem respeito a desafios da experiência de todos nós. A capacidade de preocupar-se, de sentir e respeitar a significância da vida é algo que aprendemos amando e sendo amados, desde o nascimento. Para Winnicott, essa capacidade é tratada a partir da palavra em inglês "concern", que guarda uma acepção paradoxal; pois tem o sentido ambíguo de "desvelo", "atenção"e ao mesmo tempo "cautela", "preocupação", "inquietação". "Concern" é o resultado de um desenvolvimento e não é algo dado, o que significa que nós aprendemos a amar e nossa sina é viver todas as vicissitudes desses amores, até o final de nossas vidas. Enquanto o sentimento de culpa diz respeito à moral, à capacidade de distinção e reconhecimento do certo/errado, o princípio de "concern" é o fundamento da ética por excelência. A capacidade de distinguir entre elementos vivos e não vivos e a acepção sagrada que o "ser" amado adquire para nós como um sentido único, nos torna hábeis para sentir que a vida, nossa e dos outros, vem de um elemento "comum" e precisa ser preservado. Nesse vídeo adorável vemos a dor de um meninho, dor que o acompanhará ainda muitas vezes, diante da destruição e da perda de algo vivo e, portanto, extremamente significante. Esse drama que é travado em diversas proporções na experiência de crianças e adultos, vai se transformando à medida que sentimos os impulsos da destruição e da agressividade, presentes em todos nós, e adquirimos o imperativo de recriar, ou "concertar" o mundo. Paradoxalmente, a destruição demonstra que nada pode ser construído da mesma maneira, o que nos gera a angústia da perda, perplexidade e, se temos êxito no desenvolvimento de sentir "concern", uma insistente esperança de que algo pode ser feito a respeito.
O reconhecimento da perda irremediável, assim, pode ser pensada como um motor ainda maior para o sentimento de esperança e a mobilização da nossa criatividade.
No entanto, não podemos esquecer que, se a esperança advém da experiência, ou seja, se aprendemos amando e esperamos sempre amar, isso se dá graças ao fato de que, nossos primeiros e fundamentais amores, resistiram a toda a nossa capacidade de destruição: eles sobreviveram a nós. O que Winnicott aponta quando fala de "concern"e como "ensinar" às crianças a sentí-lo, é que os pais devem sobreviver a seus filhos. Diferente de negar a perda (observem que o pai, agustiado, na cena, diz logo: "ela - a formiguinha- vai sair já daí!), os pais devem continuar amando seus filhos mesmo quando estes estão "destruindo" a relação (como quando a criança diz "eu odeio você", "queria outra mãe"!), e devem sobreviver a esses ataques, sem deixar de dar o limite e de manter a realidade da perda para a criança. O meninho reage à negação do pai à destruição da formiguinha pelo irmão ("não vai não!!") com a implacável percepção, completamente real, de que a vida pode ser destruída, ou pior ainda, os laços podem ser destruídos a partir da morte. Em sua angústia, o pai cede à constante atitude que temos quando não queremos sentir, e não queremos que as crianças sintam, a dor da perda: queremos garantir a esperança custe o que custar. Mas isso é algo que não somos tão poderosos para fazer, a esperança é uma semente é gerada pela vida, a partir da experiência da vida. O que a mãe procura fazer, no vídeo, é tentar compreender o que se passa, estando junto, e oferecendo colo, sem tentar resolver o problema. Fora do vídeo, o que torçamos para que ela faça, é que continue oferecendo sua compreensão e afeto, pois essa é a melhor maneira de ajudar uma pessoa, ainda mais uma pessoa pequena, a perceber uma coisa maravilhosa: que a perda, mesmo irremediável e terrivelmente dolorosa, pode manter o amor dentro de nós, nos ajudando a deixar nascer em nós uma espécie de semente. Assim, quando alguém se vai, podemos manter em nós o melhor daquele amor, para sempre.
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RENATA CODEÇO DIAS
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sexta-feira, 20 de maio de 2011
Música aos Bebês E Crianças (pequenas e grandes)
A linguagem se desenvolve como música e movimento. Desde bem pequeno, o bebê dentro da barriga da mãe já percebe os sons, e nasce imerso em uma cultura que guiará a trança entre seu desenvolvimento e os estímulos que recebe. O bebê precisa movimentar-se, ficar no chão, ser olhado, tocado: ele precisa que falem com ele. A relação dos seres humanos com a música é algo tão antigo, tão fundamental, que podemos observar como os bebês reagem ao ritmo e à cadência da música que os envolve. A música ajuda na fala, na coordenação motora ao adquirir ritmo e desperta emoções variadas. Ajuda a elaborar, colocar em movimento a criação. A música é extremamente poderosa porque ela resolve coisas dentro de nós que as palavras não conseguem, imaginem o papel dela no mundo não verbal dos bebês.
Aliás, em termos de imersão na cultura, variedade é a palavra: para expandir sua capacidade criativa, o cérebro precisa receber diferentes experiências. A criança nunca experimenta nada duas vezes: por isso ela pode ver um mesmo filme todos os dias. A cada vez, reconhece, discrimina detalhes, percebe sentimentos e sensações diferentes.
Por sermos responsáveis pela seleção do que chega às crianças e comporá seu repertório emocional e cognitivo, pensemos com cuidado a que estamos expondo esses pequenos "compositores" do próprio jeito de ser. Como vivemos em um mundo que não respeita o infantil, suas necessidades e cuidados, pense o que seu filho está "ingerindo", porque isso, mais cedo ou mais tarde, virá para fora de uma maneira ou de outra. Todos temos liberdade em oferecer aquilo que mais nos apraz. Como acredito que a indústria massifica e impõe as mesmas fontes em festas infantis, eu prefiro pensar que a variedade também deve inclui formas interessantes (para cada um) de arte. Aqui segue uma seleção como sugestão, mas que (jamais!) deve ser seguida à risca, afinal, variedade e qualidade devem ser mediadas pela relação que se tem com a criança: essa sim, indiscutivelmente, deve ser de afeto e cuidado.
Aliás, em termos de imersão na cultura, variedade é a palavra: para expandir sua capacidade criativa, o cérebro precisa receber diferentes experiências. A criança nunca experimenta nada duas vezes: por isso ela pode ver um mesmo filme todos os dias. A cada vez, reconhece, discrimina detalhes, percebe sentimentos e sensações diferentes.
Por sermos responsáveis pela seleção do que chega às crianças e comporá seu repertório emocional e cognitivo, pensemos com cuidado a que estamos expondo esses pequenos "compositores" do próprio jeito de ser. Como vivemos em um mundo que não respeita o infantil, suas necessidades e cuidados, pense o que seu filho está "ingerindo", porque isso, mais cedo ou mais tarde, virá para fora de uma maneira ou de outra. Todos temos liberdade em oferecer aquilo que mais nos apraz. Como acredito que a indústria massifica e impõe as mesmas fontes em festas infantis, eu prefiro pensar que a variedade também deve inclui formas interessantes (para cada um) de arte. Aqui segue uma seleção como sugestão, mas que (jamais!) deve ser seguida à risca, afinal, variedade e qualidade devem ser mediadas pela relação que se tem com a criança: essa sim, indiscutivelmente, deve ser de afeto e cuidado.
1980 - ARCA DE NOÉ VINÍCIUS DE MORAIS (1 E 2)
PALAVRA CANTADA (TODOS!!)
PANDA LE LÊ (BRINQUEDOS CANTADOS)
ADRIANA CALCANHOTO (PARTIMPIMPIM)
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terça-feira, 17 de maio de 2011
"Telepatia" e Linguagem dos Gêmeos
Esse vídeo, bem famoso no youtube, demonstra a incrível capacidade dos gêmeos de comunicar-se sem palavras. Utilizando sons e imitações, eles propõem brincadeiras e conversam sobre o que pode ou não pode, significando de outra maneira, em um código próprio, suas experiências. O processo de diferenciação e constituição dos gêmeos se dá de uma maneira diversa das crianças que nascem sozinhas. Eles possuem interação desde dentro do útero, o que promove uma capacidade de compreensão e desafios diferentes das crianças que estão sozinhas. (para ver mais, leiam PIONTELLI, A. De feto a criança: um estudo observacional e psicanalítico. Trad. Joana Wilheim, Nicia Lyra Gomes e Sonia Maria de Godoy. Rio de Janeiro, Imago, 1992.) A vida intra-uterina, hoje em dia, é muito estudada graças à tecnologia. O feto percebe sons, engole, sonha, reconhece vozes e as diferencia e expressam sinais emocionais de agrado e desagrado. Piontelli, primeira grande pesquisadora a respeito, mostra que no segundo trimestre de gestação o bebê já é capaz de responder a estímulos táteis, de pressão, cinestésicos, gustativos e dolorosos, e é possível identificar características e padrões próprios a cada um e que se mantém durante toda a vida da criança. Por isso, a relação entre o que trazemos geneticamente e o que aprendemos já se inicia na vida intrauterina e baseia o que chamamos personalidade desde cedo. Falar com os bebês, dentro da barriga, já estabelece uma relação real e viva com eles, como nos mostram pesquisas de Szejer (Nove meses na vida da mulher, 1997) que nos conta como o bebê, quando nasce e é retirado da barriga da mãe, costuma se acalmar quando reconhece a voz do pai. No caso de gêmeos, trigêmeos e quadrigêmeos, imaginem só, as relações se dão como uma verdadeira "população"! Por isso a importância, dada por todos aqueles que lidam com bebês, que os pais se relacionem afetivamente, com palavras e toques desde o princípio da vida desses pequenos. É muito importante que todos os bebês, mas principalmente os gêmeos, recebam a ajuda do adulto para que sintam interesse em "falar a nossa língua": para isso, precisamos falar com eles e esperar suas respostas. Caso contrário, eles correm o risco de aprisionar-se no caminho mais fácil de criarem um mundo próprio para si, se os pais (incluindo o pai e a mãe, já que eles já os conhecem muito bem lá dentro!!) resolverem ficar de fora...
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quarta-feira, 11 de maio de 2011
A criança, suas fases e a importância da FRUSTRAÇÃO
Hoje nós sabemos muito sobre as crianças, e esse "saber" deveria nos ajudar a nos relacionar com elas. Mas nem sempre isso acontece, porque o infantil, em nosso mundo, é algo muito pouco valorizado...O nosso saber se desconectou com a dimensão cotidiana, prática, e dizemos uma coisa, fazendo outra. Nesse sentido, as pessoas que lidam com crianças precisam ajudá-las, favorecê-las, porque disso depende a felicidade dentro de nós mesmos. O infantil, sem dúvida, é a obra prima da nossa felicidade. É a mágica da vida que desenrola, desenvolve, gera, transforma, e nos une todos em um mesmo processo: aqui, nesses vídeos, vemos a vida, não como "bios"(organismo) mas como um conjunto de forças misteriosamente conectadas que nos "faz andar"rumo ao conhecimento de nós mesmos e ao reconhecimento do outro. A palestra, feito pelo Ivan Capellato (psicoterapeuta), mostra uma das maneiras de compreender e verificar como nós todos, em cada momento da vida, nos apresentamos e nos relacionamos com os objetos e depois com as pessoas que amamos. A criança, em cada fase, para brincar de reconhecer os pequenos em suas típicas características e aprender a lidar com elas. Para mim, uma das principais passagens diz respeito a "tolerância à raiva da frustração" que devemos ter em relação à criança em seu início de vida, e que gera nela a capacidade de suportar o lado mau do humano e, consequentemente, a amar a si mesmo.
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segunda-feira, 7 de março de 2011
Amar e Deixar ir: Noção de si mesmo e Diferenciação
A criança precisa ser investida de amor. Precisa de atenção, que olhemos para ela, falemos com ela, saibamos compartilhar, rir, dar colo. No entanto, o amor à criança é diferente do amor a um adulto: ele deve ser incondicional, embora saiba dizer à criança o que machuca e o que causa dor. O amor à criança deve ajudá-la a ir para longe de nós, e este é o paradoxo do amor que a mãe enfrenta, pouco a pouco, à medida que avança o crescimento do bebê. Ela deve prepará-lo para outros amores. A mãe chama a criança para si para depois deixá-la ir.
Por isso, a maternidade e a paternidade são as formas de amor mais desafiadoras, que nos faz ir além de nós mesmos. Ao ver a dor de algumas mães que vêem seus filhos dando "tchau" e seguindo para ir à escola, o que também é difícil para elas, vejo como pode ser difícil deixar ir. Sentimentos de insegurança, nesse momento, são completamente compreensíveis: nós não controlamos tudo o que pode acontecer com esse pequeno "pedacinho de gente" que se descola e vira alguém. Alguém que deve ser diferente de nós, que sabe dizer "não", que corre quando queremos que fique bem quietinho ao nosso lado.
Mas, quando a criança pode "desobedecer" àqueles que insistem em que ela continue dependente, e deixamos que ela vá, ao mesmo tempo que ainda nos colocamos à disposição delas, tudo fica bem, e elas podem voltar. A criança volta, cheia de novidades, de diferenças conquistadas, e querem ser reconhecidas (Como um menino que vai à praia e traz uma pequena concha para a mãe:"Que bela coisa você encontrou!")
Se as prendemos, invadindo sua vida, querendo estar perto demais, ou se nos afastamos, com medo e inseguros, não ensinamos a compartilhar e perdemos a oportunidade de ver a criança se tornar alguém (diferente de nós). A criança não cresce, e se volta contra o mundo que não permitiu que ela fizesse parte dele, e que a engoliu como um mostro de dentes enormes. Presa dentro de uma baleia, como em Moby Dick, ou dentro da casa da bruxa em João em Maria (por fora cheia de doces, por dentro, prisão e medo), a criança não consegue nascer.
Por isso, nunca é demais refletirmos e cuidarmos de nosso amor às crianças, para que possamos aprender com elas a melhor e mais incrível forma de amor. Aquela que sabe estar ali, para que ela possa ir e voltar, se precisar.
Por isso, a maternidade e a paternidade são as formas de amor mais desafiadoras, que nos faz ir além de nós mesmos. Ao ver a dor de algumas mães que vêem seus filhos dando "tchau" e seguindo para ir à escola, o que também é difícil para elas, vejo como pode ser difícil deixar ir. Sentimentos de insegurança, nesse momento, são completamente compreensíveis: nós não controlamos tudo o que pode acontecer com esse pequeno "pedacinho de gente" que se descola e vira alguém. Alguém que deve ser diferente de nós, que sabe dizer "não", que corre quando queremos que fique bem quietinho ao nosso lado.
Mas, quando a criança pode "desobedecer" àqueles que insistem em que ela continue dependente, e deixamos que ela vá, ao mesmo tempo que ainda nos colocamos à disposição delas, tudo fica bem, e elas podem voltar. A criança volta, cheia de novidades, de diferenças conquistadas, e querem ser reconhecidas (Como um menino que vai à praia e traz uma pequena concha para a mãe:"Que bela coisa você encontrou!")
Se as prendemos, invadindo sua vida, querendo estar perto demais, ou se nos afastamos, com medo e inseguros, não ensinamos a compartilhar e perdemos a oportunidade de ver a criança se tornar alguém (diferente de nós). A criança não cresce, e se volta contra o mundo que não permitiu que ela fizesse parte dele, e que a engoliu como um mostro de dentes enormes. Presa dentro de uma baleia, como em Moby Dick, ou dentro da casa da bruxa em João em Maria (por fora cheia de doces, por dentro, prisão e medo), a criança não consegue nascer.
Por isso, nunca é demais refletirmos e cuidarmos de nosso amor às crianças, para que possamos aprender com elas a melhor e mais incrível forma de amor. Aquela que sabe estar ali, para que ela possa ir e voltar, se precisar.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
HIPERATIVIDADE, DOENÇAS DA APRENDIZAGEM E MEDICAÇÃO
Essa reportagem esclarece algumas questões para pessoas que estejam procurando informações sobre "doenças de aprendizagem". Pesquisadores de todo o mundo procuram discutir os efeitos da banalização diagnóstica e da administração de drogas em crianças e adolescentes.
Estamos vivendo uma época de negligência dos fatores subjetivos e ambientais presentes na manifestação de sofrimento da criança (e das pessoas em geral) e um aumento absurdo de comportamentos compulsivos para evitar qualquer angústia ou dor. Evitamos ver nossos problemas, nossa responsabilidade perante a nossa própria vida e à vida dos outros, a repensar nossas relações. "Ouvir a criança" não significa, como muitos podem pensar, oferecer o que ela quer e deixar de dar limites; ao contrário, é considerar a criança enquanto um sujeito que possui conflitos e dores, e que seu comportamento ainda é muito dependente de todas as relações que a cercam na busca de amor, organização, coerência e delimitação.
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RENATA CODEÇO DIAS
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
MUITOS ASSUNTOS!
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RENATA CODEÇO DIAS
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16:48
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MAIS UMA DO DR KARP: COMO FALAR COM A CRIANÇA PEQUENA
Dr. Karp escreveu um livro ( e fez um vídeo) chamado "A criança mais feliz do pedaço" (ou "the happiest toddler on the block"). Nesse material, encontramos uma interessante questão: a diferença de linguagem entre a criança e o adulto. Enquanto a criança possui uma espécie de "pré-linguagem", prioritariamente afetiva e impulsiva, o adulto pensa por significados, paixões e jogos de palavras de sentidos variados. O que Karp faz é apenas revelar como a criança reage quando não se sente compreendida: ela grita, chora, faz "pirraça", e sem a atenção da criança ficamos falando no vazio. A criança precisa que nós mostremos a ela que sabemos o que se passa, e que sabemos exatamente o que fazer : está tudo sobre controle! Com calma, afirmamos o desejo da criança, e só depois direcionamos o seu comportamento, sem ansiedade ou raiva.
Vale conferir os textos e os vídeos de Harvey Karp, e partirmos para algumas discussões.
Um abraço para J., que me inspirou esse post.
Depois falamos mais.
Vale conferir os textos e os vídeos de Harvey Karp, e partirmos para algumas discussões.
Um abraço para J., que me inspirou esse post.
Depois falamos mais.
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RENATA CODEÇO DIAS
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domingo, 6 de fevereiro de 2011
A CRIANÇA E SEU MUNDO- "BABIES"
O cineasta do filme "Babies" capta momentos únicos e, ao mesmo tempo, tão cotidianos do desenvolvimento dos bebês no mundo todo. Nós percebemos a relação íntima e complexa entre a tendência inata a buscar o objeto, a cultura e as primeiras relações que conferem ao bebê um "meio" socio-afetivo favorável para que ele desvele sentido e invente tudo o que está a sua volta. Observamos como esse "meio" é caracterizado por uma vigilância tranqüila e uma atenção prazerosa e não ansiosa, uma interferência na medida certa, sem tolir, invadir ou superproteger a criança. O bebê, dessa maneira, tem liberdade para fazer suas experimentações na medida em que já pode fazê-las, sendo protegido apenas quando aquilo excede sua capacidade de lidar com a situação: a mãe interfere rapidamente, desviando-o do objeto ou mudando rapidamente a situação, deixando o bebê novamente com a tarefa de se resolver. O bebê sente-se seguro, mas faz suas investidas e encontra problemas, interrogações que apenas podem ser resolvidas através do esforço de "ir até o objeto". A relação com o bebê é viva e, por isso, não isenta sua vida dos perigos que nos rodam - embora em uma escala proporcional à sua percepção.
As perguntas freqüentes: "como dar limite ao bebê?", "até onde impedir a ação de um bebê", "até onde satisfazer o bebê" estão completamente ligadas à idade da criança e seus marcos de desenvolvimento que já permitem que elas lidem com certos problemas.
A superproteção, a ansiedade, o medo de frustrar a criança impedem que ela se desenvolva, tornando-a insegura, por demais dependente, irritadiça ou caprichosa. Quando essa proteção exagerada se liga à falta de qualidade da presença materna e ambiental, quando falta o apoio paterno à díade mãe-criança, a criança pode se desenvolver mais lentamente ou mais aceleradamente que o esperado. Esse "descompasso" sempre exigirá reparação, e a criança tentará buscar de forma não adequada aquilo que não foi oferecido a ela.
Aos pais que virem esse vídeo, desejo que agucem sua sensibilidade e a capacidade de reflexão que deve caracterizar sua atuação com as crianças pequenas. A criança é imatura; apesar de algo óbvio, isso tem sido raramente considerado. Espera-se mais da criança do que oferecemos a ela em termos de segurança, intervenção dosada, frustração dosada (sim, a criança precisa se frustrar!) e amor calmo e amadurecido. Nós somos os adultos, temos medos e ansiedades, mas muitos recursos para lidar com isso e tentar de outras maneiras. Não esqueçamos da responsabilidade de lidar com nossas próprias dores sem interferir no desenvolvimento desses pequenos iniciantes: se não fomos bem cuidados, vamos nos esforçar para dar o melhor de nós. E o melhor de nós certamente não é nossa carência, nossa preocupação excessiva ou negligência, nossa "paixão"sexual que faz com que algumas pessoas coloquem suas fixações nos filhos que, ainda, não podem se defender. Já está na hora de nós, adultos, crescermos, para deixarmos que os bebês sejam crianças, experimentem e resolvam seus problemas e suas angústias da forma infantil que as caracterizam. Ninguém disse que era fácil e, se disse, quis dar uma de sabichão. Cheio de desafios, o dia-a-dia com uma criança, ainda mais um filho, exige uma capacidade de amar mais ao outro do que a si mesmo. Exige ir além do que nunca se foi em termos de capacidade de amor. E isso é uma tarefa de adultos, concordam?
Às crianças, cabe ser criança. A nós, cabe apenas saber estar junto delas, nem mais, nem menos.
Às crianças, cabe ser criança. A nós, cabe apenas saber estar junto delas, nem mais, nem menos.
Um filme recomendável que, através de um olhar sensível, com imagens belíssimas nos transportam para o bebê e seu mundo de sons, silêncios e descobertas.
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RENATA CODEÇO DIAS
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sábado, 29 de janeiro de 2011
COMO SEGURAR O BEBÊ NO COLO
Essa semana a VIVINFÂNCIA passou por um Encontro de Aperfeiçoamento de Professores, e foi graças a minha querida amiga Ilse que conheci o trabalho de André Trindade com o corpo dos bebês.
Para Trindade, a posição ideal para o bebê é "enrolada": cabeça abaixada na direção do tronco, as mãozinhas e pezinhos levadoa à frente do olhar e a bacia em direção ao tórax. É daí que o bebê adquire o "endireitamento postural", "a torção"e a "tensão": fundamento da psicomotricidade.
Tudo o que é dito no livro "O bebê e a Coordenação motora" me lembra a importância do colo para o bebê e crianças pequenas. O colo tranquilo, sem ansiedades, sem pressa. O ser humano nasce das entranhas de um "outro" tão amado, e é dentro desse "outro" que nós podemos nos tornar "nós mesmos".
No nosso mundo atual, a "independência"é muito valorizada. Ser "eu mesmo" significa, muitas vezes, não precisar de ninguém, não precisar se relacionar com ninguém. Bem, essa noção é muito equivocada. Nós não apenas nascemos de um outro, mas é através dos amores e das pessoas à nossa volta que encontramos saúde, felicidade e desenvolvimento. Nós somos frágeis, adoecemos, temos a possibilidade de perder nossos movimentos e fazemos, na verdade, muitas poucas coisas absolutamente sozinhos. Ou seja, a independência, a autonomia, são coisas maravilhosas, mas não existem sem uma dose de "dependência": nem tanto de um lado, nem tanto do outro. Para o resto da vida, o colo irá se transformando e se ampliando, podendo vir em forma de uma boa conversa, de formas variadas e incríveis que arranjamos de compartilhar.
No entanto, o "colo" não prende, não vicia, não é agitado nem depressivo, não é insistente, nem invasivo ou ciumento.
O colo é uma emocionante metáfora da natureza para o verdadeiro sentido do amor
Para ler toda a matéria da Folha e conhecer André Trindade, leia:
http://www.nucleodomovimento.com.br/pdf/dominio2.pdf
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RENATA CODEÇO DIAS
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
CRIANDO GÊMEOS
"O ambiente saudável na infância é colocado por Winnicott (1988) como aquele que dá condições a quem exerce a função materna, de estar presente mais ou menos no momento e no lugar certo, para favorecer a adaptação às necessidades. E diz mais, que segurar e manipular bem uma criança facilita os processos de maturação e segura-la mal significa uma incessante interrupção destes processos, devido às reações do bebê às quebras de adaptação. Segundo este autor, por terem sido segurados suficientemente bem, os bebês tornam-se capazes de atravessar bem todas as fases de seu desenvolvimento emocional. Em um outro artigo sobre os Gêmeos (Winnicott 1982), diz que a mãe de gêmeos tem uma tarefa extra, acima de todas as outras, que é dar-se toda a dois bebês ao mesmo tempo."
Ontem a conversa com S. me levou a postar aqui sobre o fascinante mundo dos gêmeos. Existem vários filmes, histórias incríveis sobre eles. Qual seria maior desafio vivido pelos gêmeos? Bom a resposta é: diferenciar-se. A mãe de gêmeos possui, entre as mil ocupações com os bebês, uma principal: a de atender cada um em sua singularidade.
Pode ser lindo ver dois bebês exatamente vestidos da mesma maneira, completando um a fala do outro. Mas, na verdade, a confusão aumenta e as consequências podem ser bastante complicadas.
Uma vez um gêmeo me disse, olhando seu irmão chorando no carrinho: "vai lá pegar meu irmão, eu estou chorando!"
Todos nós passamos por um momento de identificação com nossa imagem, e passamos por um "processo" para sermos nós mesmos. Os gêmeos passam por esse momento com um desafio a mais: lá, no espelho, está o irmão.
Por isso, para ajudar cada um deles, a primeira coisa a compreender é que eles não são "uma coisa", "os gêmeos": são duas individualidades distintas, que podem tornar-se iguais por uma dificuldade angustiante em separar-se. E, não conseguir se separar, não significa gostar. isso significa que os gêmeos são "obrigados" a conviver e muitas vezes não tem oportunidade de descobrir o que realmente sentem um pelo outro.
Por isso, mamãe, conheça seus filhos! Chame a atenção para as particularidades de cada um e não permita que as regras sejam aliviadas, ou que a regra possa incluí-los como se fossem uma pessoa só. Chamá-los pelo nome e ajudá-los no processo de separação, é função dos pais.
Para o papai de gêmeos: esteja presente! Divida o trabalho com a mãe e procure conhecê-los.
Existe muita coisa a dizer sobre isso...mas, por hoje é só.
SOBRE O LIVRO INDICADO ACIMA:
Alguns tópicos abordados
• O milagre dos múltiplos: o que precisamos saber sobre gêmeos;
• Desfazendo mitos sobre gêmeos: a verdade por trás da ficção;
• Questões práticas: ajustando-se com os gêmeos;
• Cada um na sua: entender e apoiar a individualidade dos filhos;
• Juntos e separados: múltiplos em idade escolar;
• Reflexões sobre a condição de gêmeos: o que pensam os gêmeos ..adultos.
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RENATA CODEÇO DIAS
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
BANHO NO BALDE
Gostaria de dividir essa reportagem com vocês.
O banho é um momento muito especial para o bebê, mas alguns realmente se incomodam. hoje conheci um assim...essa reportagem é pra você, V.!!
Mães recorrem a banho de ofurô para acalmar bebês
"Criança fica imersa em balde para reproduzir posição uterina.
Água deve cobrir o corpo do bebê deixando só a cabeça para fora."
Água deve cobrir o corpo do bebê deixando só a cabeça para fora."
O nascimento e a chegada repentina a um mundo completamente diferente pode não ser tão agradável para todos os bebês. Então, nada melhor do que um banho quentinho que lembre a barriga da mamãe. É isso o que propõe o ofurô para bebês: um banho dado dentro de um balde, com o bebê imerso e na posição vertical.
“No útero da mãe o bebê estava na água, encolhido e acolhido, com o calor da mãe, e a banheira tradicional deixa esse bebê com a barriga para cima, que é a posição mais desagradável. A proposta do ofurô é fazer com que ele resgate um pouco o que sentia na barriga da mãe e se acalme”, diz Ana Cristina Duarte, coordenadora do Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (Gama).
Segundo o pediatra e neonatologista Carlos Eduardo Correa, o banho de ofurô não tem contraindicação e pode ser dado em bebês de qualquer idade, desde o seu nascimento. “O banho só traz benefícios para a criança e é um grande estímulo pela relação que o bebê tem com a água”, diz Correa.
“No útero da mãe o bebê estava na água, encolhido e acolhido, com o calor da mãe, e a banheira tradicional deixa esse bebê com a barriga para cima, que é a posição mais desagradável. A proposta do ofurô é fazer com que ele resgate um pouco o que sentia na barriga da mãe e se acalme”, diz Ana Cristina Duarte, coordenadora do Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (Gama).
Segundo o pediatra e neonatologista Carlos Eduardo Correa, o banho de ofurô não tem contraindicação e pode ser dado em bebês de qualquer idade, desde o seu nascimento. “O banho só traz benefícios para a criança e é um grande estímulo pela relação que o bebê tem com a água”, diz Correa.
A fisioterapeuta Regiane Albertini de Carvalho, mãe de Rafael, de 4 meses, recorre ao banho desde que seu filho tinha apenas 1 mês. "O Rafael já é uma criança calma, mas ele gosta muito do banho. Costumo dar o banho convencional e à noite, antes de dormir, o banho no balde para que ele se acalme e brinque um pouco", diz ao G1.
Regiane conheceu o banho por meio da indicação de uma amiga e hoje recomenda. "Utilizo um balde especial, que é feito com um plástico mais resistente", afirma.
Como deve ser o ofurô
Os pais devem aquecer a água entre 37 e 38 graus, na quantidade suficiente para cobrir o corpo do bebê deixando só a cabeça para fora da água. Corrêa recomenda que o bebê esteja enrolado em um tecido limpo para reproduzir a posição em que a criança ficava no útero. Outra dica do especialista é que o banho seja realizado, se possível, no escuro e em silêncio.
“Esse é um banho em que os pais devem estar atentos o tempo todo e o bebê pode ficar no balde até que a água comece a esfriar. É importante que a mãe apoie a cabeça do bebê durante o banho”, diz Ana Cristina. Segundo ela, por estar sempre assistido pela mão, o bebê pode inclusive dormir durante o banho.
“Esse é um banho em que os pais devem estar atentos o tempo todo e o bebê pode ficar no balde até que a água comece a esfriar. É importante que a mãe apoie a cabeça do bebê durante o banho”, diz Ana Cristina. Segundo ela, por estar sempre assistido pela mão, o bebê pode inclusive dormir durante o banho.
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RENATA CODEÇO DIAS
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
COMO TIRAR A CHUPETA
Comecemos do início. Sugar é um reflexo, e acalma o bebê. Quando esse reflexo não está presente, estamos diante de uma situação muito grave: o bebê necessita de ajuda para alimentar-se. A natureza já deixa tudo pronto e, quando tudo corre bem, o bebê suga o seio e isso o enche de prazer e satisfação. A mãe que tem leite usufrui de um dos primeiros momentos mais íntimos com seu filho (Penso nesse momento em todas aquelas que não puderam ou tiveram questões com a amamentação. Muitas conseguem ter momentos muito gratificantes com a mamadeira, ainda mais quando existem problemas físicos que tornam a amamentação muito dolorosa. Quando a questão é com o bebê, a mãe fica ansiosa e com muito medo de não conseguir oferecer essa experiência: ela se culpa e sofre: nesse momento, ela precisa de ajuda e ser acalmada para tentarmos achar uma outra solução, sem pressa e sem tanta ansiedade. O mais importante é a entrega, o contato, no momento em que o bebê é alimentado, esse momento é muito importante para ele. )
Bom, o bebê não tem fome só de leite. Se fosse assim, era moleza. Ele tem fome e necessidade de algo externo que o envolva, algo humano e pessoal, que esteja ali para ele. Isso se estende durante os primeiros meses, mas a mãe e as pessoas que cuidam descobrem que o bebê vai tolerando cada vez mais a espaçada entre as mamadas, vai ganhando mais o mundo, começa a se interessar pelos objetos e vai se afastando aos poucos. Ele vai, e volta para a mãe. A criança é assim sempre, ela vai para o mundo até onde pode, e depois retorna para se assegurar.
Nos primeiros meses, a chupeta entra nesses momentos em que a criança já está amamentada, acalentada, mas ainda inquieta por motivos de "estar aqui do lado de fora". Aí, a chupeta é oferecida, mas se o bebê dorme, nós a tiramos! (Agora eu te peguei!) O que acontece é que nossa vida corrida faz com que não estejamos disponíveis para o bebê, mesmo quando estamos com ele nos braços. Falar no telefone com o chefe enquanto amamenta pode ser terrível (para os três!) ou mesmo quando o bebê precisa daquela atenção "integral" de alguns minutos. Quando a mãe está ansiosa ou mesmo deprê, a chupeta entra muito nesse lugar: "ah, segura aí que eu não tô podendo!"
Então, para aquelas que estão nesse início, lembrem-se: a criança precisa do contato, do carinho, da disponibilidade. Se não puder oferecer, que alguém ofereça: o papai, a avó, a babá querida, a cuidadora dedicada. Cuidado para que a chupeta não fique tempo demais com a criança, transformando-a em um vício. Tente colocá-la apenas na hora de dormir, ou em momentos em que a criança está triste ou fragilizada mesmo ( ex. Ela caiu, está com sono ou irritada, e é naquela hora que a "bubú" é requisitada).
Até os dois anos, o uso da chupeta não prejudicará a arcada do bebê, e os ortodentistas recomendam um formato especial de chupeta que pode ser encontrada facilmente em farmácias. Além disso, a chupeta ocupa o espaço de outras coisas: brincadeiras, amiguinhos, o pato do parque. Então, estimule a curiosidade do seu bebê desde cedo, e quando ele quiser ir para o colo de alguém, deixe, ou estiver reclamando do colo, coloque-o em um tapetinho próprio no chão (depois de 3 meses, ou quando a cabecinha já estiver mais durinha). Quando ele não quiser mais, tire, depois retorne, até que ele perceba que ficará tudo bem. Fique por perto, brinque, deite-se com ele, apresente os objetos a ele. Quando estiver andando, leve-o a lugares que possa se afastar de você e não fique paranóica, olhando, desesperada, escorando a criança para todo lado!
Depois que ela já sabe andar, só temos que ir dosando. Ele vai cair? Claro que vai. Esteja perto, veja se aconteceu alguma coisa, monitore o tipo de chão, se tem descida, etc. Não segure-a com pena, mas esteja alegre, o bebê está andando, ele está indo!!!Também não o esqueça. Se brincar de esconde-esconde, não demore a achá-lo. Como diz um autor que gosto muito, é muito bom se esconder, mas terrível não ser encontrado!! O tempo do bebê é bem mais curto.
Faça uso do copinho quando a criança estiver perto de dois anos. Existem modelinhos fofos, e isso ajuda na automia da criança.
Mas...se você já está escondida atrás do computador com medo de alguém leia isso, já entendi tudo (rs).
A criança já está lá com os seus 4 anos e...bubú toooda hora.
Bom, vamos lá. Um ótimo passo é admitir suas fraquezas. Isso impede que você culpe a criança, o pediatra, a cartomante. Você também é um ser humano com muitas ansiedades e medos, muitas vezes mais do que você gostaria e consegue administrar. Se estiver demais, peça ajuda. Se já passou, arregace as mangas e não se desespere. "Mea culpa, Mea máaaxima culpa."
1- Vai dar trabalho. Tenha paciência. Lembre-se : a criança está acostumada! Então, o que ocorre é um segundo desmame. Avise a criança sobre o que está acontecendo e sobre o que vai acontecer. Leia livrinhos, fale da fada, como você e sua criatividade quiser, mas não se engane: a criança sabe muito bem que ela vai sentir muita falta, e apenas permite ser enganada. Pegue para você a responsabilidade. Não peça a ela que não chore, que não fique irritada. Vá diminuindo a chupeta, nos momentos em que ela larga. Você pode virar um verdadeiro Lobo Mau para ela nesse momento: e é mesmo! Não se incomode, não revide. Lide com ela com carinho e se ela estiver com raiva, espere, deixe-a um pouco sem exigir que ela se comporte.
2- Combine: primeiro, só para dormir. Depois de algumas semanas, comece a tirar assim que ela dorme. Quando ela pedir, ao longo do dia, lembre-a que é só para dormir. Mas não deixe ela sozinha nessa hora. Dê colo, se preciso, mesmo que a criança seja grande. É uma dependência muito difícil e emocional, a chupeta. Deixe que ela fique com raiva. Mas NÃO VOLTE ATRÁS. COMBINADO É COMBINADO.
Neste período, a criança pode ficar irritada, chateada, ou triste. Tudo bem. Espere, tenha paciência, mas continue deixando apenas na hora de dormir. Depois, fica mais fácil. Depois é só arrumar uma outra maneira de niná-la. Pode ser com uma historinha, ou apenas estando ali até que ela durma.
3- Nesse momento, vá incentivando sua autonomia mais ainda. Dê um copinho para ela, que ela mesma vai escolher. Deixe-a brincando sem ficar "vidrada" quando fica com seus coleguinhas ou quando quer correr um pouco ( leve-a a lugares que não possa sumir ou deixar você tensa). Quando ela chorar, muito importante: ajude-a a resolver seus problemas. Ajude-a a ensine-a a FALAR ao invés de se "esconder"atrás da chupeta. O amigo não quer dividir, peça para ele. Ajude-a a falar""não quero", "não gosto", a se impor e a dizer que não quer nessas horas. Ah, e se ela quiser o que não pode? Você vai dizer, "não", e NAO VAI DAR.
4- Não ensine a criança a se subornar: se ela quer a chupeta e você já combinou que não vai dar, NÃO COMPRE BRINQUEDOS. Esteja presente. Mesmo que ela esteja chatinha, emburrada, não saia de perto. É assim que se ensina alguém a se frustrar: não temos o que queremos, mas não perdemos as pessoas e o mundo não acaba dentro de nós. Continuamos vivinhos!!
Olha, eu sei, tá? Sei que pode ser difícil, e que você pode falhar. Mas, vamos lá...VOCÊ É ADULTA!!
Você suporta. Seu bebê ou sua criança, ainda não.
Você não suporta?? Ah, vem cá no colinho da tia, posta um comentário e vamos todos ser FELIZES!!!RSRS
Alguém por aí vai te dar uma força. E atenção a todas as mães: Seus companheiros e companheiras são aliados, não estão no terreno inimigo: combine com ele ANTES, sem estresse!!E não esqueçam que, como vocês, e como qualquer pessoa em situação nova, ele não tem a MENOR idéia do que fazer.
Aliás, ninguém tem. A gente vai é descobrindo...
Esse textinho é para Bia e Manu, com carinho enorme.
obs.( Problemas? Tá difícil? Vamos conversar, poste um comentário!)
Bom, o bebê não tem fome só de leite. Se fosse assim, era moleza. Ele tem fome e necessidade de algo externo que o envolva, algo humano e pessoal, que esteja ali para ele. Isso se estende durante os primeiros meses, mas a mãe e as pessoas que cuidam descobrem que o bebê vai tolerando cada vez mais a espaçada entre as mamadas, vai ganhando mais o mundo, começa a se interessar pelos objetos e vai se afastando aos poucos. Ele vai, e volta para a mãe. A criança é assim sempre, ela vai para o mundo até onde pode, e depois retorna para se assegurar.
Nos primeiros meses, a chupeta entra nesses momentos em que a criança já está amamentada, acalentada, mas ainda inquieta por motivos de "estar aqui do lado de fora". Aí, a chupeta é oferecida, mas se o bebê dorme, nós a tiramos! (Agora eu te peguei!) O que acontece é que nossa vida corrida faz com que não estejamos disponíveis para o bebê, mesmo quando estamos com ele nos braços. Falar no telefone com o chefe enquanto amamenta pode ser terrível (para os três!) ou mesmo quando o bebê precisa daquela atenção "integral" de alguns minutos. Quando a mãe está ansiosa ou mesmo deprê, a chupeta entra muito nesse lugar: "ah, segura aí que eu não tô podendo!"
Então, para aquelas que estão nesse início, lembrem-se: a criança precisa do contato, do carinho, da disponibilidade. Se não puder oferecer, que alguém ofereça: o papai, a avó, a babá querida, a cuidadora dedicada. Cuidado para que a chupeta não fique tempo demais com a criança, transformando-a em um vício. Tente colocá-la apenas na hora de dormir, ou em momentos em que a criança está triste ou fragilizada mesmo ( ex. Ela caiu, está com sono ou irritada, e é naquela hora que a "bubú" é requisitada).
Até os dois anos, o uso da chupeta não prejudicará a arcada do bebê, e os ortodentistas recomendam um formato especial de chupeta que pode ser encontrada facilmente em farmácias. Além disso, a chupeta ocupa o espaço de outras coisas: brincadeiras, amiguinhos, o pato do parque. Então, estimule a curiosidade do seu bebê desde cedo, e quando ele quiser ir para o colo de alguém, deixe, ou estiver reclamando do colo, coloque-o em um tapetinho próprio no chão (depois de 3 meses, ou quando a cabecinha já estiver mais durinha). Quando ele não quiser mais, tire, depois retorne, até que ele perceba que ficará tudo bem. Fique por perto, brinque, deite-se com ele, apresente os objetos a ele. Quando estiver andando, leve-o a lugares que possa se afastar de você e não fique paranóica, olhando, desesperada, escorando a criança para todo lado!
Depois que ela já sabe andar, só temos que ir dosando. Ele vai cair? Claro que vai. Esteja perto, veja se aconteceu alguma coisa, monitore o tipo de chão, se tem descida, etc. Não segure-a com pena, mas esteja alegre, o bebê está andando, ele está indo!!!Também não o esqueça. Se brincar de esconde-esconde, não demore a achá-lo. Como diz um autor que gosto muito, é muito bom se esconder, mas terrível não ser encontrado!! O tempo do bebê é bem mais curto.
Faça uso do copinho quando a criança estiver perto de dois anos. Existem modelinhos fofos, e isso ajuda na automia da criança.
Mas...se você já está escondida atrás do computador com medo de alguém leia isso, já entendi tudo (rs).
A criança já está lá com os seus 4 anos e...bubú toooda hora.
Bom, vamos lá. Um ótimo passo é admitir suas fraquezas. Isso impede que você culpe a criança, o pediatra, a cartomante. Você também é um ser humano com muitas ansiedades e medos, muitas vezes mais do que você gostaria e consegue administrar. Se estiver demais, peça ajuda. Se já passou, arregace as mangas e não se desespere. "Mea culpa, Mea máaaxima culpa."
1- Vai dar trabalho. Tenha paciência. Lembre-se : a criança está acostumada! Então, o que ocorre é um segundo desmame. Avise a criança sobre o que está acontecendo e sobre o que vai acontecer. Leia livrinhos, fale da fada, como você e sua criatividade quiser, mas não se engane: a criança sabe muito bem que ela vai sentir muita falta, e apenas permite ser enganada. Pegue para você a responsabilidade. Não peça a ela que não chore, que não fique irritada. Vá diminuindo a chupeta, nos momentos em que ela larga. Você pode virar um verdadeiro Lobo Mau para ela nesse momento: e é mesmo! Não se incomode, não revide. Lide com ela com carinho e se ela estiver com raiva, espere, deixe-a um pouco sem exigir que ela se comporte.
2- Combine: primeiro, só para dormir. Depois de algumas semanas, comece a tirar assim que ela dorme. Quando ela pedir, ao longo do dia, lembre-a que é só para dormir. Mas não deixe ela sozinha nessa hora. Dê colo, se preciso, mesmo que a criança seja grande. É uma dependência muito difícil e emocional, a chupeta. Deixe que ela fique com raiva. Mas NÃO VOLTE ATRÁS. COMBINADO É COMBINADO.
Neste período, a criança pode ficar irritada, chateada, ou triste. Tudo bem. Espere, tenha paciência, mas continue deixando apenas na hora de dormir. Depois, fica mais fácil. Depois é só arrumar uma outra maneira de niná-la. Pode ser com uma historinha, ou apenas estando ali até que ela durma.
3- Nesse momento, vá incentivando sua autonomia mais ainda. Dê um copinho para ela, que ela mesma vai escolher. Deixe-a brincando sem ficar "vidrada" quando fica com seus coleguinhas ou quando quer correr um pouco ( leve-a a lugares que não possa sumir ou deixar você tensa). Quando ela chorar, muito importante: ajude-a a resolver seus problemas. Ajude-a a ensine-a a FALAR ao invés de se "esconder"atrás da chupeta. O amigo não quer dividir, peça para ele. Ajude-a a falar""não quero", "não gosto", a se impor e a dizer que não quer nessas horas. Ah, e se ela quiser o que não pode? Você vai dizer, "não", e NAO VAI DAR.
4- Não ensine a criança a se subornar: se ela quer a chupeta e você já combinou que não vai dar, NÃO COMPRE BRINQUEDOS. Esteja presente. Mesmo que ela esteja chatinha, emburrada, não saia de perto. É assim que se ensina alguém a se frustrar: não temos o que queremos, mas não perdemos as pessoas e o mundo não acaba dentro de nós. Continuamos vivinhos!!
Olha, eu sei, tá? Sei que pode ser difícil, e que você pode falhar. Mas, vamos lá...VOCÊ É ADULTA!!
Você suporta. Seu bebê ou sua criança, ainda não.
Você não suporta?? Ah, vem cá no colinho da tia, posta um comentário e vamos todos ser FELIZES!!!RSRS
Alguém por aí vai te dar uma força. E atenção a todas as mães: Seus companheiros e companheiras são aliados, não estão no terreno inimigo: combine com ele ANTES, sem estresse!!E não esqueçam que, como vocês, e como qualquer pessoa em situação nova, ele não tem a MENOR idéia do que fazer.
Aliás, ninguém tem. A gente vai é descobrindo...
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RENATA CODEÇO DIAS
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