Aliás, em termos de imersão na cultura, variedade é a palavra: para expandir sua capacidade criativa, o cérebro precisa receber diferentes experiências. A criança nunca experimenta nada duas vezes: por isso ela pode ver um mesmo filme todos os dias. A cada vez, reconhece, discrimina detalhes, percebe sentimentos e sensações diferentes.
Por sermos responsáveis pela seleção do que chega às crianças e comporá seu repertório emocional e cognitivo, pensemos com cuidado a que estamos expondo esses pequenos "compositores" do próprio jeito de ser. Como vivemos em um mundo que não respeita o infantil, suas necessidades e cuidados, pense o que seu filho está "ingerindo", porque isso, mais cedo ou mais tarde, virá para fora de uma maneira ou de outra. Todos temos liberdade em oferecer aquilo que mais nos apraz. Como acredito que a indústria massifica e impõe as mesmas fontes em festas infantis, eu prefiro pensar que a variedade também deve inclui formas interessantes (para cada um) de arte. Aqui segue uma seleção como sugestão, mas que (jamais!) deve ser seguida à risca, afinal, variedade e qualidade devem ser mediadas pela relação que se tem com a criança: essa sim, indiscutivelmente, deve ser de afeto e cuidado.
1980 - ARCA DE NOÉ VINÍCIUS DE MORAIS (1 E 2)
PALAVRA CANTADA (TODOS!!)
PANDA LE LÊ (BRINQUEDOS CANTADOS)
ADRIANA CALCANHOTO (PARTIMPIMPIM)



