Este é um blog para conversarmos sobre dúvidas, sugestões e trocas de experiências no cuidado com bebês e crianças pequenas. Faça sugestões de temas!
sábado, 29 de janeiro de 2011
COMO SEGURAR O BEBÊ NO COLO
Essa semana a VIVINFÂNCIA passou por um Encontro de Aperfeiçoamento de Professores, e foi graças a minha querida amiga Ilse que conheci o trabalho de André Trindade com o corpo dos bebês.
Para Trindade, a posição ideal para o bebê é "enrolada": cabeça abaixada na direção do tronco, as mãozinhas e pezinhos levadoa à frente do olhar e a bacia em direção ao tórax. É daí que o bebê adquire o "endireitamento postural", "a torção"e a "tensão": fundamento da psicomotricidade.
Tudo o que é dito no livro "O bebê e a Coordenação motora" me lembra a importância do colo para o bebê e crianças pequenas. O colo tranquilo, sem ansiedades, sem pressa. O ser humano nasce das entranhas de um "outro" tão amado, e é dentro desse "outro" que nós podemos nos tornar "nós mesmos".
No nosso mundo atual, a "independência"é muito valorizada. Ser "eu mesmo" significa, muitas vezes, não precisar de ninguém, não precisar se relacionar com ninguém. Bem, essa noção é muito equivocada. Nós não apenas nascemos de um outro, mas é através dos amores e das pessoas à nossa volta que encontramos saúde, felicidade e desenvolvimento. Nós somos frágeis, adoecemos, temos a possibilidade de perder nossos movimentos e fazemos, na verdade, muitas poucas coisas absolutamente sozinhos. Ou seja, a independência, a autonomia, são coisas maravilhosas, mas não existem sem uma dose de "dependência": nem tanto de um lado, nem tanto do outro. Para o resto da vida, o colo irá se transformando e se ampliando, podendo vir em forma de uma boa conversa, de formas variadas e incríveis que arranjamos de compartilhar.
No entanto, o "colo" não prende, não vicia, não é agitado nem depressivo, não é insistente, nem invasivo ou ciumento.
O colo é uma emocionante metáfora da natureza para o verdadeiro sentido do amor
Para ler toda a matéria da Folha e conhecer André Trindade, leia:
http://www.nucleodomovimento.com.br/pdf/dominio2.pdf
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RENATA CODEÇO DIAS
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
CRIANDO GÊMEOS
"O ambiente saudável na infância é colocado por Winnicott (1988) como aquele que dá condições a quem exerce a função materna, de estar presente mais ou menos no momento e no lugar certo, para favorecer a adaptação às necessidades. E diz mais, que segurar e manipular bem uma criança facilita os processos de maturação e segura-la mal significa uma incessante interrupção destes processos, devido às reações do bebê às quebras de adaptação. Segundo este autor, por terem sido segurados suficientemente bem, os bebês tornam-se capazes de atravessar bem todas as fases de seu desenvolvimento emocional. Em um outro artigo sobre os Gêmeos (Winnicott 1982), diz que a mãe de gêmeos tem uma tarefa extra, acima de todas as outras, que é dar-se toda a dois bebês ao mesmo tempo."
Ontem a conversa com S. me levou a postar aqui sobre o fascinante mundo dos gêmeos. Existem vários filmes, histórias incríveis sobre eles. Qual seria maior desafio vivido pelos gêmeos? Bom a resposta é: diferenciar-se. A mãe de gêmeos possui, entre as mil ocupações com os bebês, uma principal: a de atender cada um em sua singularidade.
Pode ser lindo ver dois bebês exatamente vestidos da mesma maneira, completando um a fala do outro. Mas, na verdade, a confusão aumenta e as consequências podem ser bastante complicadas.
Uma vez um gêmeo me disse, olhando seu irmão chorando no carrinho: "vai lá pegar meu irmão, eu estou chorando!"
Todos nós passamos por um momento de identificação com nossa imagem, e passamos por um "processo" para sermos nós mesmos. Os gêmeos passam por esse momento com um desafio a mais: lá, no espelho, está o irmão.
Por isso, para ajudar cada um deles, a primeira coisa a compreender é que eles não são "uma coisa", "os gêmeos": são duas individualidades distintas, que podem tornar-se iguais por uma dificuldade angustiante em separar-se. E, não conseguir se separar, não significa gostar. isso significa que os gêmeos são "obrigados" a conviver e muitas vezes não tem oportunidade de descobrir o que realmente sentem um pelo outro.
Por isso, mamãe, conheça seus filhos! Chame a atenção para as particularidades de cada um e não permita que as regras sejam aliviadas, ou que a regra possa incluí-los como se fossem uma pessoa só. Chamá-los pelo nome e ajudá-los no processo de separação, é função dos pais.
Para o papai de gêmeos: esteja presente! Divida o trabalho com a mãe e procure conhecê-los.
Existe muita coisa a dizer sobre isso...mas, por hoje é só.
SOBRE O LIVRO INDICADO ACIMA:
Alguns tópicos abordados
• O milagre dos múltiplos: o que precisamos saber sobre gêmeos;
• Desfazendo mitos sobre gêmeos: a verdade por trás da ficção;
• Questões práticas: ajustando-se com os gêmeos;
• Cada um na sua: entender e apoiar a individualidade dos filhos;
• Juntos e separados: múltiplos em idade escolar;
• Reflexões sobre a condição de gêmeos: o que pensam os gêmeos ..adultos.
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RENATA CODEÇO DIAS
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03:17
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
BANHO NO BALDE
Gostaria de dividir essa reportagem com vocês.
O banho é um momento muito especial para o bebê, mas alguns realmente se incomodam. hoje conheci um assim...essa reportagem é pra você, V.!!
Mães recorrem a banho de ofurô para acalmar bebês
"Criança fica imersa em balde para reproduzir posição uterina.
Água deve cobrir o corpo do bebê deixando só a cabeça para fora."
Água deve cobrir o corpo do bebê deixando só a cabeça para fora."
O nascimento e a chegada repentina a um mundo completamente diferente pode não ser tão agradável para todos os bebês. Então, nada melhor do que um banho quentinho que lembre a barriga da mamãe. É isso o que propõe o ofurô para bebês: um banho dado dentro de um balde, com o bebê imerso e na posição vertical.
“No útero da mãe o bebê estava na água, encolhido e acolhido, com o calor da mãe, e a banheira tradicional deixa esse bebê com a barriga para cima, que é a posição mais desagradável. A proposta do ofurô é fazer com que ele resgate um pouco o que sentia na barriga da mãe e se acalme”, diz Ana Cristina Duarte, coordenadora do Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (Gama).
Segundo o pediatra e neonatologista Carlos Eduardo Correa, o banho de ofurô não tem contraindicação e pode ser dado em bebês de qualquer idade, desde o seu nascimento. “O banho só traz benefícios para a criança e é um grande estímulo pela relação que o bebê tem com a água”, diz Correa.
“No útero da mãe o bebê estava na água, encolhido e acolhido, com o calor da mãe, e a banheira tradicional deixa esse bebê com a barriga para cima, que é a posição mais desagradável. A proposta do ofurô é fazer com que ele resgate um pouco o que sentia na barriga da mãe e se acalme”, diz Ana Cristina Duarte, coordenadora do Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (Gama).
Segundo o pediatra e neonatologista Carlos Eduardo Correa, o banho de ofurô não tem contraindicação e pode ser dado em bebês de qualquer idade, desde o seu nascimento. “O banho só traz benefícios para a criança e é um grande estímulo pela relação que o bebê tem com a água”, diz Correa.
A fisioterapeuta Regiane Albertini de Carvalho, mãe de Rafael, de 4 meses, recorre ao banho desde que seu filho tinha apenas 1 mês. "O Rafael já é uma criança calma, mas ele gosta muito do banho. Costumo dar o banho convencional e à noite, antes de dormir, o banho no balde para que ele se acalme e brinque um pouco", diz ao G1.
Regiane conheceu o banho por meio da indicação de uma amiga e hoje recomenda. "Utilizo um balde especial, que é feito com um plástico mais resistente", afirma.
Como deve ser o ofurô
Os pais devem aquecer a água entre 37 e 38 graus, na quantidade suficiente para cobrir o corpo do bebê deixando só a cabeça para fora da água. Corrêa recomenda que o bebê esteja enrolado em um tecido limpo para reproduzir a posição em que a criança ficava no útero. Outra dica do especialista é que o banho seja realizado, se possível, no escuro e em silêncio.
“Esse é um banho em que os pais devem estar atentos o tempo todo e o bebê pode ficar no balde até que a água comece a esfriar. É importante que a mãe apoie a cabeça do bebê durante o banho”, diz Ana Cristina. Segundo ela, por estar sempre assistido pela mão, o bebê pode inclusive dormir durante o banho.
“Esse é um banho em que os pais devem estar atentos o tempo todo e o bebê pode ficar no balde até que a água comece a esfriar. É importante que a mãe apoie a cabeça do bebê durante o banho”, diz Ana Cristina. Segundo ela, por estar sempre assistido pela mão, o bebê pode inclusive dormir durante o banho.
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RENATA CODEÇO DIAS
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19:22
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
COMO TIRAR A CHUPETA
Comecemos do início. Sugar é um reflexo, e acalma o bebê. Quando esse reflexo não está presente, estamos diante de uma situação muito grave: o bebê necessita de ajuda para alimentar-se. A natureza já deixa tudo pronto e, quando tudo corre bem, o bebê suga o seio e isso o enche de prazer e satisfação. A mãe que tem leite usufrui de um dos primeiros momentos mais íntimos com seu filho (Penso nesse momento em todas aquelas que não puderam ou tiveram questões com a amamentação. Muitas conseguem ter momentos muito gratificantes com a mamadeira, ainda mais quando existem problemas físicos que tornam a amamentação muito dolorosa. Quando a questão é com o bebê, a mãe fica ansiosa e com muito medo de não conseguir oferecer essa experiência: ela se culpa e sofre: nesse momento, ela precisa de ajuda e ser acalmada para tentarmos achar uma outra solução, sem pressa e sem tanta ansiedade. O mais importante é a entrega, o contato, no momento em que o bebê é alimentado, esse momento é muito importante para ele. )
Bom, o bebê não tem fome só de leite. Se fosse assim, era moleza. Ele tem fome e necessidade de algo externo que o envolva, algo humano e pessoal, que esteja ali para ele. Isso se estende durante os primeiros meses, mas a mãe e as pessoas que cuidam descobrem que o bebê vai tolerando cada vez mais a espaçada entre as mamadas, vai ganhando mais o mundo, começa a se interessar pelos objetos e vai se afastando aos poucos. Ele vai, e volta para a mãe. A criança é assim sempre, ela vai para o mundo até onde pode, e depois retorna para se assegurar.
Nos primeiros meses, a chupeta entra nesses momentos em que a criança já está amamentada, acalentada, mas ainda inquieta por motivos de "estar aqui do lado de fora". Aí, a chupeta é oferecida, mas se o bebê dorme, nós a tiramos! (Agora eu te peguei!) O que acontece é que nossa vida corrida faz com que não estejamos disponíveis para o bebê, mesmo quando estamos com ele nos braços. Falar no telefone com o chefe enquanto amamenta pode ser terrível (para os três!) ou mesmo quando o bebê precisa daquela atenção "integral" de alguns minutos. Quando a mãe está ansiosa ou mesmo deprê, a chupeta entra muito nesse lugar: "ah, segura aí que eu não tô podendo!"
Então, para aquelas que estão nesse início, lembrem-se: a criança precisa do contato, do carinho, da disponibilidade. Se não puder oferecer, que alguém ofereça: o papai, a avó, a babá querida, a cuidadora dedicada. Cuidado para que a chupeta não fique tempo demais com a criança, transformando-a em um vício. Tente colocá-la apenas na hora de dormir, ou em momentos em que a criança está triste ou fragilizada mesmo ( ex. Ela caiu, está com sono ou irritada, e é naquela hora que a "bubú" é requisitada).
Até os dois anos, o uso da chupeta não prejudicará a arcada do bebê, e os ortodentistas recomendam um formato especial de chupeta que pode ser encontrada facilmente em farmácias. Além disso, a chupeta ocupa o espaço de outras coisas: brincadeiras, amiguinhos, o pato do parque. Então, estimule a curiosidade do seu bebê desde cedo, e quando ele quiser ir para o colo de alguém, deixe, ou estiver reclamando do colo, coloque-o em um tapetinho próprio no chão (depois de 3 meses, ou quando a cabecinha já estiver mais durinha). Quando ele não quiser mais, tire, depois retorne, até que ele perceba que ficará tudo bem. Fique por perto, brinque, deite-se com ele, apresente os objetos a ele. Quando estiver andando, leve-o a lugares que possa se afastar de você e não fique paranóica, olhando, desesperada, escorando a criança para todo lado!
Depois que ela já sabe andar, só temos que ir dosando. Ele vai cair? Claro que vai. Esteja perto, veja se aconteceu alguma coisa, monitore o tipo de chão, se tem descida, etc. Não segure-a com pena, mas esteja alegre, o bebê está andando, ele está indo!!!Também não o esqueça. Se brincar de esconde-esconde, não demore a achá-lo. Como diz um autor que gosto muito, é muito bom se esconder, mas terrível não ser encontrado!! O tempo do bebê é bem mais curto.
Faça uso do copinho quando a criança estiver perto de dois anos. Existem modelinhos fofos, e isso ajuda na automia da criança.
Mas...se você já está escondida atrás do computador com medo de alguém leia isso, já entendi tudo (rs).
A criança já está lá com os seus 4 anos e...bubú toooda hora.
Bom, vamos lá. Um ótimo passo é admitir suas fraquezas. Isso impede que você culpe a criança, o pediatra, a cartomante. Você também é um ser humano com muitas ansiedades e medos, muitas vezes mais do que você gostaria e consegue administrar. Se estiver demais, peça ajuda. Se já passou, arregace as mangas e não se desespere. "Mea culpa, Mea máaaxima culpa."
1- Vai dar trabalho. Tenha paciência. Lembre-se : a criança está acostumada! Então, o que ocorre é um segundo desmame. Avise a criança sobre o que está acontecendo e sobre o que vai acontecer. Leia livrinhos, fale da fada, como você e sua criatividade quiser, mas não se engane: a criança sabe muito bem que ela vai sentir muita falta, e apenas permite ser enganada. Pegue para você a responsabilidade. Não peça a ela que não chore, que não fique irritada. Vá diminuindo a chupeta, nos momentos em que ela larga. Você pode virar um verdadeiro Lobo Mau para ela nesse momento: e é mesmo! Não se incomode, não revide. Lide com ela com carinho e se ela estiver com raiva, espere, deixe-a um pouco sem exigir que ela se comporte.
2- Combine: primeiro, só para dormir. Depois de algumas semanas, comece a tirar assim que ela dorme. Quando ela pedir, ao longo do dia, lembre-a que é só para dormir. Mas não deixe ela sozinha nessa hora. Dê colo, se preciso, mesmo que a criança seja grande. É uma dependência muito difícil e emocional, a chupeta. Deixe que ela fique com raiva. Mas NÃO VOLTE ATRÁS. COMBINADO É COMBINADO.
Neste período, a criança pode ficar irritada, chateada, ou triste. Tudo bem. Espere, tenha paciência, mas continue deixando apenas na hora de dormir. Depois, fica mais fácil. Depois é só arrumar uma outra maneira de niná-la. Pode ser com uma historinha, ou apenas estando ali até que ela durma.
3- Nesse momento, vá incentivando sua autonomia mais ainda. Dê um copinho para ela, que ela mesma vai escolher. Deixe-a brincando sem ficar "vidrada" quando fica com seus coleguinhas ou quando quer correr um pouco ( leve-a a lugares que não possa sumir ou deixar você tensa). Quando ela chorar, muito importante: ajude-a a resolver seus problemas. Ajude-a a ensine-a a FALAR ao invés de se "esconder"atrás da chupeta. O amigo não quer dividir, peça para ele. Ajude-a a falar""não quero", "não gosto", a se impor e a dizer que não quer nessas horas. Ah, e se ela quiser o que não pode? Você vai dizer, "não", e NAO VAI DAR.
4- Não ensine a criança a se subornar: se ela quer a chupeta e você já combinou que não vai dar, NÃO COMPRE BRINQUEDOS. Esteja presente. Mesmo que ela esteja chatinha, emburrada, não saia de perto. É assim que se ensina alguém a se frustrar: não temos o que queremos, mas não perdemos as pessoas e o mundo não acaba dentro de nós. Continuamos vivinhos!!
Olha, eu sei, tá? Sei que pode ser difícil, e que você pode falhar. Mas, vamos lá...VOCÊ É ADULTA!!
Você suporta. Seu bebê ou sua criança, ainda não.
Você não suporta?? Ah, vem cá no colinho da tia, posta um comentário e vamos todos ser FELIZES!!!RSRS
Alguém por aí vai te dar uma força. E atenção a todas as mães: Seus companheiros e companheiras são aliados, não estão no terreno inimigo: combine com ele ANTES, sem estresse!!E não esqueçam que, como vocês, e como qualquer pessoa em situação nova, ele não tem a MENOR idéia do que fazer.
Aliás, ninguém tem. A gente vai é descobrindo...
Esse textinho é para Bia e Manu, com carinho enorme.
obs.( Problemas? Tá difícil? Vamos conversar, poste um comentário!)
Bom, o bebê não tem fome só de leite. Se fosse assim, era moleza. Ele tem fome e necessidade de algo externo que o envolva, algo humano e pessoal, que esteja ali para ele. Isso se estende durante os primeiros meses, mas a mãe e as pessoas que cuidam descobrem que o bebê vai tolerando cada vez mais a espaçada entre as mamadas, vai ganhando mais o mundo, começa a se interessar pelos objetos e vai se afastando aos poucos. Ele vai, e volta para a mãe. A criança é assim sempre, ela vai para o mundo até onde pode, e depois retorna para se assegurar.
Nos primeiros meses, a chupeta entra nesses momentos em que a criança já está amamentada, acalentada, mas ainda inquieta por motivos de "estar aqui do lado de fora". Aí, a chupeta é oferecida, mas se o bebê dorme, nós a tiramos! (Agora eu te peguei!) O que acontece é que nossa vida corrida faz com que não estejamos disponíveis para o bebê, mesmo quando estamos com ele nos braços. Falar no telefone com o chefe enquanto amamenta pode ser terrível (para os três!) ou mesmo quando o bebê precisa daquela atenção "integral" de alguns minutos. Quando a mãe está ansiosa ou mesmo deprê, a chupeta entra muito nesse lugar: "ah, segura aí que eu não tô podendo!"
Então, para aquelas que estão nesse início, lembrem-se: a criança precisa do contato, do carinho, da disponibilidade. Se não puder oferecer, que alguém ofereça: o papai, a avó, a babá querida, a cuidadora dedicada. Cuidado para que a chupeta não fique tempo demais com a criança, transformando-a em um vício. Tente colocá-la apenas na hora de dormir, ou em momentos em que a criança está triste ou fragilizada mesmo ( ex. Ela caiu, está com sono ou irritada, e é naquela hora que a "bubú" é requisitada).
Até os dois anos, o uso da chupeta não prejudicará a arcada do bebê, e os ortodentistas recomendam um formato especial de chupeta que pode ser encontrada facilmente em farmácias. Além disso, a chupeta ocupa o espaço de outras coisas: brincadeiras, amiguinhos, o pato do parque. Então, estimule a curiosidade do seu bebê desde cedo, e quando ele quiser ir para o colo de alguém, deixe, ou estiver reclamando do colo, coloque-o em um tapetinho próprio no chão (depois de 3 meses, ou quando a cabecinha já estiver mais durinha). Quando ele não quiser mais, tire, depois retorne, até que ele perceba que ficará tudo bem. Fique por perto, brinque, deite-se com ele, apresente os objetos a ele. Quando estiver andando, leve-o a lugares que possa se afastar de você e não fique paranóica, olhando, desesperada, escorando a criança para todo lado!
Depois que ela já sabe andar, só temos que ir dosando. Ele vai cair? Claro que vai. Esteja perto, veja se aconteceu alguma coisa, monitore o tipo de chão, se tem descida, etc. Não segure-a com pena, mas esteja alegre, o bebê está andando, ele está indo!!!Também não o esqueça. Se brincar de esconde-esconde, não demore a achá-lo. Como diz um autor que gosto muito, é muito bom se esconder, mas terrível não ser encontrado!! O tempo do bebê é bem mais curto.
Faça uso do copinho quando a criança estiver perto de dois anos. Existem modelinhos fofos, e isso ajuda na automia da criança.
Mas...se você já está escondida atrás do computador com medo de alguém leia isso, já entendi tudo (rs).
A criança já está lá com os seus 4 anos e...bubú toooda hora.
Bom, vamos lá. Um ótimo passo é admitir suas fraquezas. Isso impede que você culpe a criança, o pediatra, a cartomante. Você também é um ser humano com muitas ansiedades e medos, muitas vezes mais do que você gostaria e consegue administrar. Se estiver demais, peça ajuda. Se já passou, arregace as mangas e não se desespere. "Mea culpa, Mea máaaxima culpa."
1- Vai dar trabalho. Tenha paciência. Lembre-se : a criança está acostumada! Então, o que ocorre é um segundo desmame. Avise a criança sobre o que está acontecendo e sobre o que vai acontecer. Leia livrinhos, fale da fada, como você e sua criatividade quiser, mas não se engane: a criança sabe muito bem que ela vai sentir muita falta, e apenas permite ser enganada. Pegue para você a responsabilidade. Não peça a ela que não chore, que não fique irritada. Vá diminuindo a chupeta, nos momentos em que ela larga. Você pode virar um verdadeiro Lobo Mau para ela nesse momento: e é mesmo! Não se incomode, não revide. Lide com ela com carinho e se ela estiver com raiva, espere, deixe-a um pouco sem exigir que ela se comporte.
2- Combine: primeiro, só para dormir. Depois de algumas semanas, comece a tirar assim que ela dorme. Quando ela pedir, ao longo do dia, lembre-a que é só para dormir. Mas não deixe ela sozinha nessa hora. Dê colo, se preciso, mesmo que a criança seja grande. É uma dependência muito difícil e emocional, a chupeta. Deixe que ela fique com raiva. Mas NÃO VOLTE ATRÁS. COMBINADO É COMBINADO.
Neste período, a criança pode ficar irritada, chateada, ou triste. Tudo bem. Espere, tenha paciência, mas continue deixando apenas na hora de dormir. Depois, fica mais fácil. Depois é só arrumar uma outra maneira de niná-la. Pode ser com uma historinha, ou apenas estando ali até que ela durma.
3- Nesse momento, vá incentivando sua autonomia mais ainda. Dê um copinho para ela, que ela mesma vai escolher. Deixe-a brincando sem ficar "vidrada" quando fica com seus coleguinhas ou quando quer correr um pouco ( leve-a a lugares que não possa sumir ou deixar você tensa). Quando ela chorar, muito importante: ajude-a a resolver seus problemas. Ajude-a a ensine-a a FALAR ao invés de se "esconder"atrás da chupeta. O amigo não quer dividir, peça para ele. Ajude-a a falar""não quero", "não gosto", a se impor e a dizer que não quer nessas horas. Ah, e se ela quiser o que não pode? Você vai dizer, "não", e NAO VAI DAR.
4- Não ensine a criança a se subornar: se ela quer a chupeta e você já combinou que não vai dar, NÃO COMPRE BRINQUEDOS. Esteja presente. Mesmo que ela esteja chatinha, emburrada, não saia de perto. É assim que se ensina alguém a se frustrar: não temos o que queremos, mas não perdemos as pessoas e o mundo não acaba dentro de nós. Continuamos vivinhos!!
Olha, eu sei, tá? Sei que pode ser difícil, e que você pode falhar. Mas, vamos lá...VOCÊ É ADULTA!!
Você suporta. Seu bebê ou sua criança, ainda não.
Você não suporta?? Ah, vem cá no colinho da tia, posta um comentário e vamos todos ser FELIZES!!!RSRS
Alguém por aí vai te dar uma força. E atenção a todas as mães: Seus companheiros e companheiras são aliados, não estão no terreno inimigo: combine com ele ANTES, sem estresse!!E não esqueçam que, como vocês, e como qualquer pessoa em situação nova, ele não tem a MENOR idéia do que fazer.
Aliás, ninguém tem. A gente vai é descobrindo...
Esse textinho é para Bia e Manu, com carinho enorme.
obs.( Problemas? Tá difícil? Vamos conversar, poste um comentário!)
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Confiança
Querer (Pablo Neruda)
Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.
Lendo essa bela poesia do Neruda lembro de um pequeno bebê que vi hoje. A mãe deixou-o por alguns minutos, e entrou por trás de um biombo que ele não tinha idéia de que existia...o seu olhar suplicante e seu choro sentido pareciam exclamar "E morrei de amor porque te quero/ Porque te quero, amor, a sangue e fogo"!!!
Ah, o amor já começa assim, tão arrebatador, tão único, intenso, contraditório. Nessa história, apenas o bebê chora, apenas ele não compreende: "Como todos vocês podem estar tão tranquilos??? Cadê ela????"
Logo depois, a mãe chega. Como em um passo de mágica, o pequeno corpinho se estende todo para ela, as mãozinhas fazendo "vem". A cabecinha no ombro e aquela mãozinha deliciosa, que se deixa abandonar em suas costas...
Quanta entrega. O bebê é assim: confiança, entrega, vínculo. Em alguns momentos, surge impetuoso, dá-lhe um tapa no rosto e se assusta: opa, tem alguém aí!!"Não bata no rosto da mamãe", a mãe diz calmamente.
O bebê aos poucos vai descobrindo que aqueles bracinhos, pezinhos e tudo o mais, é dele. Não, no início, ele não sabe. E depois o pequeno bebê terá outro problema:" Tá, agora sei que tudo isso é meu, mas como é que controla mesmo???"
Nesse longo processo, o bebê mais que ama, ele precisa. Precisa que cuidemos dele, que adivinhemos seus sentimentos e desconfortos, que falemos com ele, e não por ele. E esse "querer" do bebê é arrebatador, é de uma intensidade tão grande que não podemos deixá-lo imerso na sua angústia por muito tempo. Precisamos dosar esse tempo, dosar até que ponto ele pode suportar (que é bem pouco).
Escrevo esse texto em homenagem a essa mãe muito querida que ouvi hoje. Essa mãe que estava espantada com esse amor, tão grande, tão intenso...e tão contraditório. Para ela que redescobriu hoje a força poderosa da palavra "confiança". .
E a todas as mães, para que lembrem que o bebê está crescendo, que tudo tem seu tempo, e que o tamanho do "limite" que o bebê precisa é do tamanho dele. Quanto mais ele cresce, mais essa necessidade também se desenvolve.
E como é difícil, e tão maravilhoso, vê-los crescer!
Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.
Lendo essa bela poesia do Neruda lembro de um pequeno bebê que vi hoje. A mãe deixou-o por alguns minutos, e entrou por trás de um biombo que ele não tinha idéia de que existia...o seu olhar suplicante e seu choro sentido pareciam exclamar "E morrei de amor porque te quero/ Porque te quero, amor, a sangue e fogo"!!!
Ah, o amor já começa assim, tão arrebatador, tão único, intenso, contraditório. Nessa história, apenas o bebê chora, apenas ele não compreende: "Como todos vocês podem estar tão tranquilos??? Cadê ela????"
Logo depois, a mãe chega. Como em um passo de mágica, o pequeno corpinho se estende todo para ela, as mãozinhas fazendo "vem". A cabecinha no ombro e aquela mãozinha deliciosa, que se deixa abandonar em suas costas...
Quanta entrega. O bebê é assim: confiança, entrega, vínculo. Em alguns momentos, surge impetuoso, dá-lhe um tapa no rosto e se assusta: opa, tem alguém aí!!"Não bata no rosto da mamãe", a mãe diz calmamente.
O bebê aos poucos vai descobrindo que aqueles bracinhos, pezinhos e tudo o mais, é dele. Não, no início, ele não sabe. E depois o pequeno bebê terá outro problema:" Tá, agora sei que tudo isso é meu, mas como é que controla mesmo???"
Nesse longo processo, o bebê mais que ama, ele precisa. Precisa que cuidemos dele, que adivinhemos seus sentimentos e desconfortos, que falemos com ele, e não por ele. E esse "querer" do bebê é arrebatador, é de uma intensidade tão grande que não podemos deixá-lo imerso na sua angústia por muito tempo. Precisamos dosar esse tempo, dosar até que ponto ele pode suportar (que é bem pouco).
Escrevo esse texto em homenagem a essa mãe muito querida que ouvi hoje. Essa mãe que estava espantada com esse amor, tão grande, tão intenso...e tão contraditório. Para ela que redescobriu hoje a força poderosa da palavra "confiança". .
E a todas as mães, para que lembrem que o bebê está crescendo, que tudo tem seu tempo, e que o tamanho do "limite" que o bebê precisa é do tamanho dele. Quanto mais ele cresce, mais essa necessidade também se desenvolve.
E como é difícil, e tão maravilhoso, vê-los crescer!
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
COMO "EMBRULHAR" BEBÊS BEM PEQUENOS
Ao contrário do que podem pensar, os bebês não perdem a espontaneidade quando embrulhadinhos assim. O que acontece é que seus reflexos são tão pouco integrados que os movimentos podem deixá-los um pouco inquietos, e eles simplesmente ainda não sabem controlá-los. Claro que não precisa deixá-lo assim o tempo todo, mas nos momentos em que ele estiver quietinho, ou se for um recém nascido, isso só vai ajudar. É feito em vários lugares do mundo. Esse daí é mostrado por uma enfermeira.
Cuidado apenas com a temperatura aqui no Brasil ( o bebê muito novo ainda não tem esse "regulador"bem ajustado) e com o jeitinho de fazer, para realmente ficar confortável.
Experimentem!!
Cuidado apenas com a temperatura aqui no Brasil ( o bebê muito novo ainda não tem esse "regulador"bem ajustado) e com o jeitinho de fazer, para realmente ficar confortável.
Experimentem!!
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RENATA CODEÇO DIAS
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09:31
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ACALMANDO BEBÊS 1
Este vídeo é bom para disparar uma conversa: o autor do livro "THE BEST BABY ON THE BLOCK"(em português, "o Bebê mais feliz do pedaço"). Este pediatra ensina o famoso "reflexo de acalmar"do bebê. A intenção é oferecer às crianças a experiência parecida com a que o bebê vive dentro do útero. As técnicas incluem fazer um shhhh.. no ouvido do bebê (não pode ser muito baixo - como um secador de cabelo - nem muito alto), um jeito de balançar a cabeça, um jeito de embrulhar o bebê e estimular o reflexo de sugar do bebê. O que acham?
Abrazileirando a situação, espero que as pessoas que tentem as técnicas não o façam mecanicamente! Tudo isso envolve "manejos"do bebê que nossas avós e melhores babás conheciam bem, o famoso "jeito" que só é adquirido na prática. Bom, como a prática das jovens mamães já começa "à vera" com as pequeninas "cobainhas", o bom é ir conversando, conversando, participando...Afinal, a nossa cultura acabou tirando de nós aquela "roda"tão gostosa de mulheres que dividiam o peso (emocional e físico) e compartilhavam o amor, tanto pelas mães quanto pelos novos membros do grande grupo.
Detalhe: ele diz que esse reflexo acaba aos 5 meses, portanto, sortuda você que ainda pode aproveitar!!
(no you tube e para baixar existem outros vídeos dele, e alguns com experiências de pais de primeira viagens. Algumas são engraçadas, outras, meio desastradas...mas vale a pena.)
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RENATA CODEÇO DIAS
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09:21
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SUGESTÕES DE LIVROS PARA MOMENTOS ESPECIAIS 1) TIRANDO A FRALDA
Aqui seguem as primeiras sugestões de livrinhos para "momentos especiais" do seu bebê:
O primeiro post é sobre TIRANDO A FRALDA:
O primeiro post é sobre TIRANDO A FRALDA:
ONDE ENCONTRAR:
http://www.travessa.com.br/COCO_UMA_HISTORIA_DAQUILO_QUE_NINGUEM_COMENTA/artigo/42544257-c96d-4eed-8e27-a702b709dd55
http://www.travessa.com.br/TIRAR_A_FRALDA_SEM_CHORO_E_SEM_TRAUMA/artigo/24ee80e2-76ec-4c1c-8db8-5fb7212a2385
http://www.submarino.com.br/produto/1/20094/da+pequena+toupeira+que+queria+saber+quem+tinha+feito+
http://www.amazon.com/Everyone-Poops-My-Body-Science/dp/0916291456
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RENATA CODEÇO DIAS
às
05:27
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Hoje começa o Blog
Este blog está sendo criado a pedidos. A pedidos das mães lá da escola (Vivinfância) que querem um lugar para colocar suas dúvidas e ansiedades e ter com quem dividir, de amigos que têm bebês e das próprias crianças que, falando ou não, precisam que entendamos o que (afinal de contas!) se passa com elas.
Quem vem aqui não encontrará respostas prontas: tá cheeeio disso por aí. E bebê não é uma coisinha feita em pacotes, com manual, etc...Na verdade, o bebê nem existe sem tudo o que está em torno dele. E as crianças pequenas, ah, como elas sofrem quando não as entendemos!! Por isso, por acreditar que "cada um é um", esse espaço é feito para compartilhar: dúvidas, medos, inseguranças e muita alegria!
A idéia é que várias pessoas possam postar e responder comentários, e eu vou mediando, me metendo, participando, afinal, esse blog é para isso. Para CON-VERSAR sobre o seu, os nossos bebês, crianças de todo o mundo (e outras sensibilidades).
Quem vem aqui não encontrará respostas prontas: tá cheeeio disso por aí. E bebê não é uma coisinha feita em pacotes, com manual, etc...Na verdade, o bebê nem existe sem tudo o que está em torno dele. E as crianças pequenas, ah, como elas sofrem quando não as entendemos!! Por isso, por acreditar que "cada um é um", esse espaço é feito para compartilhar: dúvidas, medos, inseguranças e muita alegria!
A idéia é que várias pessoas possam postar e responder comentários, e eu vou mediando, me metendo, participando, afinal, esse blog é para isso. Para CON-VERSAR sobre o seu, os nossos bebês, crianças de todo o mundo (e outras sensibilidades).
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RENATA CODEÇO DIAS
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04:35
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