terça-feira, 11 de janeiro de 2011

COMO TIRAR A CHUPETA

Comecemos do início. Sugar é um reflexo, e acalma o bebê. Quando esse reflexo não está presente, estamos diante de uma situação muito grave: o bebê necessita de ajuda para alimentar-se. A natureza já deixa tudo pronto e, quando tudo corre bem, o bebê suga o seio e isso o enche de prazer e satisfação. A mãe que tem leite usufrui de um dos primeiros momentos mais íntimos com seu filho (Penso nesse momento em todas aquelas que não puderam ou tiveram questões com a amamentação. Muitas conseguem ter momentos muito gratificantes com a mamadeira, ainda mais quando existem problemas físicos que tornam a amamentação muito dolorosa. Quando a questão é com o bebê, a mãe fica ansiosa e com muito medo de não conseguir oferecer essa experiência: ela se culpa e sofre: nesse momento, ela precisa de ajuda e ser acalmada para tentarmos achar uma outra solução, sem pressa e sem tanta ansiedade. O mais importante é a entrega, o contato, no momento em que o bebê é alimentado, esse momento é muito importante para ele. )
Bom, o bebê não tem fome só de leite. Se fosse assim, era moleza. Ele tem fome e necessidade de algo externo que o envolva, algo humano e pessoal, que esteja ali para ele. Isso se estende durante os primeiros meses, mas a mãe e as pessoas que cuidam descobrem que o bebê vai tolerando cada vez mais a espaçada entre as mamadas, vai ganhando mais o mundo, começa a se interessar pelos objetos e vai se afastando aos poucos. Ele vai, e volta para a mãe. A criança é assim sempre, ela vai para o mundo até onde pode, e depois retorna para se assegurar.
Nos primeiros meses, a chupeta entra nesses momentos em que a criança já está amamentada, acalentada, mas ainda inquieta por motivos de "estar aqui do lado de fora". Aí, a chupeta é oferecida, mas se o bebê dorme, nós a tiramos! (Agora eu te peguei!) O que acontece é que nossa vida corrida faz com que não estejamos disponíveis para o bebê, mesmo quando estamos com ele nos braços. Falar no telefone com o chefe enquanto amamenta pode ser terrível (para os três!) ou mesmo quando o bebê precisa daquela atenção "integral" de alguns minutos. Quando a mãe está ansiosa ou mesmo deprê, a chupeta entra muito nesse lugar: "ah, segura aí que eu não tô podendo!"
Então, para aquelas que estão nesse início, lembrem-se: a criança precisa do contato, do carinho, da disponibilidade. Se não puder oferecer, que alguém ofereça: o papai, a avó, a babá querida, a cuidadora dedicada. Cuidado para que a chupeta não fique tempo demais com a criança, transformando-a em um vício. Tente colocá-la apenas na hora de dormir, ou em momentos em que a criança está triste ou fragilizada mesmo ( ex. Ela caiu, está com sono ou irritada, e é naquela hora que a "bubú" é requisitada).
Até os dois anos, o uso da chupeta não prejudicará a arcada do bebê, e os ortodentistas recomendam um formato especial de chupeta que pode ser encontrada  facilmente em farmácias. Além disso, a chupeta ocupa o espaço de outras coisas: brincadeiras, amiguinhos, o pato do parque. Então, estimule a curiosidade do seu bebê desde cedo, e quando ele quiser ir para o colo de alguém, deixe, ou estiver reclamando do colo, coloque-o em um tapetinho próprio no chão (depois de 3 meses, ou quando a cabecinha já estiver mais durinha). Quando ele não quiser mais, tire, depois retorne, até que ele perceba que ficará tudo bem. Fique por perto, brinque, deite-se com ele, apresente os objetos a ele. Quando estiver andando, leve-o a lugares que possa se afastar de você e não fique paranóica, olhando, desesperada, escorando a criança para todo lado!
Depois que ela já sabe andar, só temos que ir dosando. Ele vai cair? Claro que vai. Esteja perto, veja se aconteceu alguma coisa, monitore o tipo de chão, se tem descida, etc. Não segure-a com pena, mas esteja alegre, o bebê está andando, ele está indo!!!Também não o esqueça. Se brincar de esconde-esconde, não demore a achá-lo.  Como diz um autor que gosto muito, é muito bom se esconder, mas terrível não ser encontrado!! O tempo do bebê é bem mais curto.
Faça uso do copinho quando a criança estiver perto de dois anos. Existem modelinhos fofos, e isso ajuda na automia da criança.

Mas...se você já está escondida atrás do computador com medo de alguém leia isso, já entendi tudo (rs).
A criança já está lá com os seus 4 anos e...bubú toooda hora.
Bom,  vamos lá. Um ótimo passo é admitir suas fraquezas. Isso impede que você culpe a criança, o pediatra, a cartomante. Você também é um ser humano com muitas ansiedades e medos, muitas vezes mais do que você gostaria e consegue administrar. Se estiver demais, peça ajuda. Se já passou, arregace as mangas e não se desespere. "Mea culpa, Mea máaaxima culpa."

1- Vai dar trabalho. Tenha paciência. Lembre-se : a criança está acostumada! Então, o que ocorre é um segundo desmame. Avise a criança sobre o que está acontecendo e sobre o que vai acontecer. Leia livrinhos, fale da fada, como você e sua criatividade quiser, mas não se engane: a criança sabe muito bem que ela vai sentir muita falta, e apenas permite ser enganada. Pegue para você a responsabilidade. Não peça a ela que não chore, que não fique irritada. Vá diminuindo a chupeta, nos momentos em que ela larga. Você pode virar um verdadeiro Lobo Mau para ela nesse momento: e é mesmo! Não se incomode, não revide. Lide com ela com carinho e se ela estiver com raiva, espere, deixe-a um pouco sem exigir que ela se comporte.

2- Combine: primeiro, só para dormir. Depois de algumas semanas, comece a tirar assim que ela dorme. Quando ela pedir, ao longo do dia, lembre-a que é só para dormir. Mas não deixe ela sozinha nessa hora. Dê colo, se preciso, mesmo que a criança seja grande. É uma dependência muito difícil e emocional, a chupeta. Deixe que ela fique com raiva. Mas NÃO VOLTE ATRÁS.  COMBINADO É COMBINADO.
Neste período, a criança pode ficar irritada, chateada, ou triste. Tudo bem. Espere, tenha paciência, mas continue deixando apenas na hora de dormir. Depois, fica mais fácil. Depois é só arrumar uma outra maneira de niná-la. Pode ser com uma historinha, ou apenas estando ali até que ela durma.

3- Nesse momento, vá incentivando sua autonomia mais ainda. Dê um copinho para ela, que ela mesma vai escolher. Deixe-a brincando sem ficar "vidrada" quando fica com seus coleguinhas ou quando quer correr um pouco ( leve-a a lugares que não possa sumir ou deixar você tensa). Quando ela chorar, muito importante: ajude-a a resolver seus problemas. Ajude-a a ensine-a a FALAR  ao invés de se "esconder"atrás da chupeta. O amigo não quer dividir, peça para ele. Ajude-a a falar""não quero", "não gosto", a se impor e a dizer que não quer nessas horas. Ah, e se ela quiser o que não pode? Você vai dizer, "não", e NAO VAI DAR.

4- Não ensine a criança a se subornar: se ela quer a chupeta e você já combinou que não vai dar, NÃO COMPRE BRINQUEDOS. Esteja presente. Mesmo que ela esteja chatinha, emburrada, não saia de perto. É assim que se ensina alguém a se frustrar: não temos o que queremos, mas não perdemos as pessoas e o mundo não acaba dentro de nós. Continuamos vivinhos!!

Olha, eu sei, tá? Sei que pode ser difícil, e que você pode falhar. Mas, vamos lá...VOCÊ É ADULTA!!
Você suporta. Seu bebê ou sua criança, ainda não.

Você não suporta?? Ah, vem cá no colinho da tia, posta um comentário e vamos todos ser FELIZES!!!RSRS

Alguém por aí vai te dar uma força. E atenção a todas as mães: Seus companheiros e companheiras são aliados, não estão no terreno inimigo: combine com ele ANTES, sem estresse!!E não esqueçam que, como vocês, e como qualquer pessoa em situação nova, ele não tem a MENOR idéia do que fazer.
Aliás, ninguém tem. A gente vai é descobrindo...

Esse textinho é para Bia e Manu, com carinho enorme.


obs.( Problemas? Tá difícil? Vamos conversar, poste um comentário!)

Um comentário:

Anônimo disse...

Já passei por tudo isso e sei como é difícil. Mas no fim, depois que as crianças crescem, dá tudo certo e só ficam as saudades de uma época (dificil?) maravilhosa!!!!
Regina